Anatomia da Economia

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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Artigos de Economia - O essencial da microeconomia

Para facilitar encontrares os nossos melhores artigos de economia e microeconomia, decidimos fazer uma compilação dos principais artigos de Microeconomia que podes ecnotrar no nosso Blog Anatomia da Economia.

O Essencial da Microeconomia


Vamos então fazer a nossa lona lista de artigos de economia. Já agora, queremos dizer que a sugestão de artigos é muito bem-vinda. Se achas que podes contribuir com artigos e materia de economia e microeconomia por favor comenta com a tua sugestão e/ou material.

Estes artigos de microeconomia são baseados em resumos e apontamentos. Selecionámos o mais importante. Sugere e envia também os teus resumos e apontamentos de economia.

As Vantagens Comparativas: o Modelo de David Ricardo

A Origem da Ciência Económica

O que é a Elasticidade

A Cruz Marshalliana

A Taxa Margina de Substituição - TMS

As Fronteiras da Possibilidade de Produção

O Excedente do Consumidor

A Concorrência Imperfeita

A Curva da Oferta no Longo Prazo

O Custo Marginal

Curva da Oferta da empresa à curva da oferta da indústria

Procura individual e a procura de mercado

A Escolha Otima do Consumidor e a Maximização do Lucro

O Lucro do Produtor e o excedente do produtor

O Monopólio

O Monopólio

A Oferta da Empresa e a Curva da Oferta

A Taxa Marginal de Substituição técnica - TMST

Tipos de custos e representações gráficas

Teoria do Produtor

Os Retornos à Escala

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segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Taxa Marginal de substituição técnica - TMST

Taxa Marginal de substituição técnica - TMST

A  TMST mede a taxa de troca entre dois inputs no processo produtivo, mede a forma como um produtor terá de substituir um input por outro para manter constante o output.

A inclinação da isoquanta num dado ponto é a TMST entre os factores de produção.

A TMST em valor absoluto decresce à medida que se utiliza mais do factor produtivo x1, como se pode verificar pelo formato das isoquantas.

Lê também:
Teoria do Produtor
Os Retornos à Escala
Oferta da Empresa e Curva da Oferta

domingo, 6 de novembro de 2016

Tipos de Custos e respetivas Representações Gráficas

Tipos de Custos em Economia


Supondo que os preços dos factores produtivos são fixos, podemos evitar escrever a função custo como, podemos expressá-la apenas por C(y).
Os custos totais (C(y)), são a soma dos custos fixos( custos invariáveis com o nível de produção) e os custos variáveis ( custos que variam em função da produção):
Custos Totais

Custos fixos, custos quase fixos e custos irrecuperáveis

Os factores produtivos fixos são aqueles que têm de ser pagos mesmo que não se produza qualquer quantidade do output, daí a designação de custos fixos associada a factores produtivos fixos.

Os factores quase-fixos são aqueles que só têm de ser pagos se for produzida uma quantidade positiva de output, são independentes do nível de produção mas só têm de ser pagos se for produzida alguma quantidade de output, daí a designação de custos quase-fixos associada a este tipo de factores. 

Ainda no seio dos custos fixos, devemos efectuar a distinção entre os custos que são recuperáveis e os que são irrecuperáveis, a distinção é importante dado que existe a possibilidade de recuperar parte dos custos fixos mesmo após o encerramento de uma actividade produtiva.

Custos irrecuperáveis são aqueles em que existe uma impossibilidade de aproveitamento após o encerramento da actividade, quer através da reconversão do factor produtivo associado quer através da sua venda.

Tipos de Custos e suas Representações Gráficas

Para analisar o comportamento dos custos torna-se útil, analisar o seu comportamento em termos médios, isto é, dividido pelo nível de produção. 
Os custos médios, serão representados por:


A representação gráfica dos custos médios

Custos ficos médios

Custos variáveis médios

Teoria do Produtor

A Teoria do Produtor

Neste ponto do programa vamos estudar o comportamento do produtor.

Condições para a Existência de Concorrência Perfeira

  • As empresas vendem um produto homogéneo
  • As empresas são tomadoras de preço
  • Existe mobilidade perfeita dos factores produtivos no longo prazo
  • As empresas e os consumidores possuem informação perfeita

Teoria do Produtor

Quando um produtor faz as suas escolhas enfrenta restrições impostas pelos seus clientes, pelos seus concorrentes e pela natureza. 
Vamos começar por discutir as condições tecnológicas da teoria do produtor que estão subjacentes ao processo de produção, a natureza impõe restrições de ordem tecnológica, isto é, existem apenas certos métodos de produção de “outputs” a partir de “inputs”. 
Os “inputs” de produção na teoria do produtor são chamados de factores de produção e são classificados em categorias, terra, trabalho, capital e matérias-primas. 
Bens de capital (capital físico)  são aqueles “inputs” que já passaram por um processo de transformação e que servem para produzir determinados bens, como por exemplo: computadores, edifícios, máquinas, etc.

Quer os “inputs” quer os “outputs” devem ser encarados como fluxos na teoria do produtor. 
O estado de desenvolvimento tecnológico de uma sociedade impõe restrições tecnológicas ao produtor, apenas certas combinações de “inputs” são admissíveis para se produzir uma dada quantidade de “output” 

O produtor deve limitar-se aos “planos de produção” tecnologicamente admissíveis 

Ao conjunto de todas as combinações tecnologicamente possíveis de “inputs” e “outputs” é chamado “conjunto de produção” na teoria do produtor. 

Suponhamos que temos apenas um “input” medido por x, e um “output” medido por y: 

A função de produção mede o máximo de “output” que é possível produzir a partir da utilização de uma dada quantidade de “input”. De outra forma, a função de produção exprime o conjunto de planos de produção que são tecnologicamente admissíveis e de eficiência máxima.

Os pontos acima da função de produção não são tecnologicamente admissíveis, os pontos abaixo da função de produção são ineficientes relativa à teoria do produtor.

No caso de dois “inputs” necessários para se produzir um “output” a função de produção é dada por y=f(x1, x2).
Existem semelhanças entre a função de utilidade estudada na teoria do consumidor e a função de produção, do ponto de vista formal os dois tipos de função são equivalentes. Mas existem diferenças significativas, por exemplo, no que toca ao significado económico, o “output” tem significado na teoria do produtor enquanto a utilidade não o tem no contexto da utilidade ordinal. 

Isoquantas

Considerando a utilização de dois “inputs” e uma função de produção y=f(x1, x2), a relação técnica pode ser representada por “curvas de níveis”, que são projecções da função de produção no espaço de duas dimensões, formado pelas variáveis x1 e  x2 

Essas “curvas de níveis” são designadas por Isoquantas, a isoquanta indica o conjunto de todas as combinações possíveis dos inputs x1 e x2 que são suficientes para se produzir uma dada quantidade de output.
Existe portanto uma semelhança entre as curvas de indiferença que estudámos e as Isoquantas, mas a diferença está no valor da produção que é expresso por cada isoquanta.

Exemplos de Tecnologias
As diferentes tecnologias - teoria do produtor - podem ser apreendidas pelo grau de substituibilidade ou de complementaridade, dos inputs associados à produção de um determinado produto. O grau de substituibilidade ou de complementaridade, pode ser apreendido pela configuração da isoquanta, que descreve o conjunto de técnicas eficientes para a produção de um dado nível de produto.

Proporções Fixas 
( y= min{ x1, x2} )

Substitutos Perfeitos
( y = x1 + x2 ) 


Funções Cobb-Douglas


Neste tipo de funções de produção, o parâmetro A mede a escala de produção, os parâmetros a e b medem a forma como a quantidade de output responde a alterações dos inputs.

Função Cobb-Doulgas

Propriedades da Tecnologia na Teoria do Consumidor

Monotonia – se aumentarmos a utilização de um input deverá ser possível produzir pelo menos a mesma quantidade de output.
Convexidade – se tivermos duas formas de produzir y unidades de output, (x1, x2) e (y1, y2), a média ponderada deve produzir pelo menos as mesmas y unidades. Ou seja, a combinação linear de dois processos de produção que estão na mesma isoquanta permite gerar um nível de output igual ou superior ao indicado pela isoquanta.

Isoquantas

Gráfico de Isoquantas

Produto Marginal

Na Teoria do Produtor, o produto marginal tem a seguinte explicação: Supondo que estamos a operar com o nível de inputs (x1, x2) e que estamos a pretender utilizar mais do factor x1, mantendo a utilização do factor x2. Quanto output vamos obter por cada unidade adicional do input x1, designamos isto por produto marginal(Pmgx1) .
A produtividade marginal de um factor define-se como sendo a variação de output que resulta de uma variação marginal deste factor, mantendo todos os outros factores constantes. 


Matematicamente, a produtividade marginal de um factor é a derivada parcial da função produção em relação ao factor de produção.

A lei da produtividade marginal decrescente  da teoria do produtor
À medida que aumentamos a utilização de um factor produtivo o produto marginal do factor irá diminuir (mantendo o outro factor produtivo constante da teoria do produtor).

Os Retornos à Escala

Os Retornos à Escala


No longo prazo todos os factores de produção são variáveis, consideremos agora que o produtor opera num certo nível de produção, utilizando uma certa quantidade do factor trabalho (L) e do factor capital (K). Suponhamos que o produtor decide aumentar quantidades de ambos os factores na mesma proporção (medida pelo coeficiente Y ).

Com a variação nas quantidades utilizadas dos factores de produção, o output irá naturalmente variar, três situações podem ocorrer:
1) Se o output aumenta na mesma proporção de aumento dos inputs, diz-se que estamos em presença de rendimentos constantes à escala;
2) Se a variação proporcional do output é menor do que a variação proporcional dos inputs, teremos rendimentos decrescentes à escala;
3) Se a variação proporcional do output é maior do que a variação proporcional dos inputs, estamos na presença de rendimentos crescentes à escala.

Estas relações de longo prazo podem ser explicitadas matematicamente, o que é especialmente conveniente no caso de funções de produção homogéneas.
Considere-se que as quantidades de ambos os factores de produção aumentam na proporção (com Y  >1) , então teremos:

Se a=1, então teremos rendimentos constantes à escala; se a<1 a="" decrescentes="" escala="" rendimentos="" se="" teremos="">1, teremos rendimentos crescentes à escala. 

Assim, nos Retornos à Escala, é perfeitamente admissível que uma dada tecnologia se caracterize por rendimentos constantes à escala e o produto marginal seja decrescente para cada um dos factores, dado que os rendimentos à escala são fenómenos de longo prazo, enquanto o Pmg decrescente é um conceito de curto prazo.

sábado, 5 de novembro de 2016

O Oligopólio

O Oligopólio (Economia)


O modelo de concorrência monopolística pode ser visto como um caso particular de oligopólio, no qual se coloca ênfase na diferenciação do produto, enquanto os modelos mais gerais de oligopólio se fixam sobretudo na interdependência estratégica das empresas.
Um oligopólio é constituído por poucas empresas que produzem um bem homogéneo e que atuam sobre o preço.

Vamos analisar as interdependências estratégicas das empresas, partindo de um oligopólio com duas empresas (duopólio).

ESCOLHA DA ESTRATÉGIA
Com duas empresas no mercado a produzir um produto homogéneo, existem quatro variáveis de interesse, que são o preço de cada uma das empresas e as respetivas quantidades.

Escolha da estratégia em Oligopólio


Uma das empresas é líder, quando consegue fixar o preço antes da outra. Esta outra empresa será designada por seguidora, dado que segue a estratégia do líder, isto é, escolhe o preço depois do líder o ter feito, nestes casos dizemos que há um jogo sequencial.
Quando não há hipótese de uma conhecer a decisão da outra e as duas agem ao mesmo tempo designamos por jogo simultâneo.

Jogo Sequencial
(A) Liderança de quantidades (modelo de Stackelberg).;
(B) Liderança de preços.

Jogo Simultâneo
(A) Fixação simultânea das quantidades ( Equilíbrio de Cournot);
(B) Fixação simultânea dos preços ( modelo de Bertrand).

Jogo Cooperativo (coligação) – Quando chegam a um acordo para fixar simultaneamente os preços e as quantidades que maximizam os seus lucros.


Oferta da Empresa e Curva da Oferta

A Oferta da Empresa (Economia)


Importa salientar que continuamos no contexto de um mercado competitivo, com inúmeras pequenas empresas que produzem o mesmo output, não tendo nenhuma delas influência sobre o preço de mercado, ou seja, cada uma delas toma o preço como um dado. 

Neste contexto, a variável de decisão da empresa é apenas a quantidade de produção. A curva de procura que se dirige à empresa é a que passamos a ilustrar:

Convém referir que, a curva de procura que enfrenta uma empresa é algo distinto de uma curva de procura de mercado. A curva de procura de mercado depende apenas do comportamento dos consumidores, mede a relação entre o preço de mercado e a quantidade de output vendida. A curva de procura que se dirige a determinada empresa depende não apenas do comportamento dos consumidores mas também do comportamento das outras empresas. A curva de procura que se dirige a uma empresa, mede a relação entre o preço de mercado e o nível de output dessa empresa.

A Curva de Oferta de Curto Prazo na Empresa

A partir das curvas de custo da empresa iremos determinar a curva de oferta de curto prazo de uma determinada empresa competitiva.
Sabemos que o objectivo da empresa é o da maximização do lucro:
A empresa escolhe o nível de produção que maximiza o lucro, há portanto que derivar a função lucro em ordem a y e igualar a zero,
Da condição determinada, deduz-se que qualquer que seja o nível do preço de mercado a empresa irá escolher o nível de produção,
Consequentemente, a curva de oferta irá coincidir em parte com a curva de Cmg.

A função de lucro no curto prazo pode ser escrita na forma:
vamos rescrever a função lucro após substituir esta expressão:

Desta última expressão podemos retirar importantes conclusões, se a empresa decidisse produzir (y=0), a empresa teria um prejuízo equivalente aos CF. Deste modo com output positivo, desde que a empresa consiga cobrir os custos variáveis médios (CVM) estará numa posição equivalente ao de nada produzir (encerramento). Para que valha a pena produzir o preço de mercado do output terá de ser superior ao custo variável médio.

A curva de oferta da empresa corresponde apenas à seção ascendente da curva de custos marginais, não faz sentido produzir níveis de output para os quais o Cmg é decrescente, porque estando a decrescer os custos de produzir mais uma unidade, seria sempre possível ter mais lucro aumentando a produção.
A curva de oferta é a parte ascendente da curva de Cmg, mas apenas a seção que se encontra acima dos CVM mínimos, dado que se o CVM for superior ao preço a empresa deverá encerrar. 

Monopólio

O Monopólio (economia)


O termo monopólio define uma situação na qual uma única empresa produz um bem para o qual não existe substituto próximo.

A curva de procura individual de um monopolista possui as mesmas características gerais da curva de procura de mercado em concorrência perfeita:

Uma das grandes diferenças entre um monopolista e um concorrente perfeito é a de que o preço do monopolista diminui quando aumentam as suas vendas. 

Em concorrência perfeita - ao contrário do monopólio - o preço é um parâmetro e a maximização do lucro dá-se em função da variação do nível de produção. Um monopolista pode maximizar os seus lucros, quer variando o seu nível de produção quer alterando o preço do produto. 

O monopolista embora não tenha concorrentes, não pode escolher o preço de forma totalmente independente, tem que contar com a curva de procura de mercado.

De salientar que a receita total do monopolista varia de duas formas quando a quantidade produzida se altera, por via da alteração das quantidades e por via da alteração do preço.

Podemos representar a variação da receita total por:
Enquanto em concorrência perfeita, se o produtor aumentar as suas vendas em uma unidade, a sua receita aumentará pelo valor de mercado da unidade adicional ( o preço). Em monopólio, para vender mais uma unidade, o monopolista tem que diminuir o preço de todas elas. 

A diferença entre a Rmg e o preço diminui quando a elasticidade da procura aumenta, a Rmg aproxima-se do preço quando a elasticidade tende para infinito.

Através de uma curva de procura linear podemos traçar a curva da receita total:     

Maximização do Lucro Monopolista (em monopólio económico)


A condição de primeira ordem para a maximização do lucro é:
Ou seja, a produção deve expandir-se enquanto os acréscimos à receita total excederem os acréscimos dos seus custos totais.

Como a Rmg deverá ser positiva para uma produção que maximiza o lucro, concluímos que o monopolista escolherá sempre um ponto elástico na sua curva de procura, isto é, um ponto em que o valor absoluto da elasticidade seja maior do que 1.

Se um monopolista seguir a regra de concorrência perfeita (p=Cmg) tem uma produção maior a um preço menor. Nas indústrias monopolísticas actua-se num ponto em que p>Cmg.

Portanto os consumidores desfrutam de um bem estar menor numa indústria monopolística do que numa indústria competitiva.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

A Minimização dos Custos

A Minimização dos Custos em Economia


Supondo que temos dois factores, x1  e  x2, cujos preços são w1 e w2, e que queremos saber a forma “mais barata” de produzir uma quantidade Y. Se for a função de produção temos:

Utilizando o método dos multiplicadores de Lagrange,

Multiplicadores de Lagrange



Gráfico Minimização dos Custos - Isocusto
Portanto o nosso problema de minimização pode definir-se graficamente dizendo que é o ponto em que a isoquanta tangencia a reta de isocusto mais baixa, a combinação  corresponde à nossa escolha óptima.
A Taxa Marginal de Substituição Técnica (TMST), corresponde ao declive da reta Isocusto que iguala o rácio dos produtos marginais:

Taxa Marginal de Substituição Técnica
Do problema de minimização do custo resultam as curvas de procura derivadas (ou condicionadas), tratam-se das expressões que medem a a escolha dos inputs em função do preço dos factores produtivos e do output.

Estas curvas de procura dão-nos as escolhas que minimizam o custo para um dado nível de produção. Podemos representá-las por:

Os Custos a Curto e a Longo Prazo


Curto prazo - custo mínimo necessário para conseguir um nível de produção, ajustando exclusivamente os factores variáveis.
Longo prazo – custo mínimo necessário para produzir determinado nível de output, ajustando todos os factores produtivos.

O problema de minimização do custo que formalizámos anteriormente considerava os dois factores como variáveis, no caso da minimização do custo no curto prazo devemos definir o problema como:

A função de custo total de curto prazo dá-nos o mínimo custo de produção de um determinado nível de output, ajustando apenas o factor variável. 

Relação entre os retornos à escala e a função dos custos

No caso de rendimentos constantes à escala, a função de custos é linear em relação à produção.
Com rendimentos crescentes à escala, os custos aumentam menos do que proporcionalmente com a produção. Se a empresa duplicar a produção o seu custo será inferior ao dobro, isto com os preços dos factores produtivos fixos.

Se a tecnologia exibir rendimentos decrescentes à escala, a função de custos aumentará mais do que proporcionalmente face à produção, se a produção duplicar os custos irão mais do que duplicar.

Este comportamento pode ser observado recorrendo, à análise do custo unitário de produção, que podemos obter dividindo os custos totais pela quantidade de produção(y), podemos representar uma função de custo médio:

Função do Custo Médio
Se a tecnologia tiver rendimentos constantes à escala, os custos unitários de produção são constantes para qualquer nível de produção, logo podemos dizer que

Se tivermos uma tecnologia com rendimentos crescentes à escala, os custos médios descem com o aumento da produção.
Se a tecnologia tiver rendimentos decrescentes à escala, então, os custos médios sobem com o aumento da produção.
Como uma tecnologia pode ter diferentes retornos à escala para diferentes níveis de produção, uma curva de custo médio poderá também ter um comportamento distinto consoante os níveis de produção.

Lucro do Produtor e Excedente do Produtor (gráficos)

Lucro do Produtor

Excedente do Produtor

Gráfico Excedente do Produtor





Variação do Excedente do Produtor


A Variação do Excedente do Produtor

A Escolha Otima do Consumidor e a Maximização do Lucro

A Escolha Otima do Consumidor


Vamos ver de que forma o produtor escolhe a quantidade que deve produzir e o método de produção a empregar, o comportamento do produtor será o de escolher o plano de produção que maximiza o seu lucro.

Essa escolha óptima pode ser obtida de duas formas:
  • pela maximização do output para um determinado nível de custo de produção;
  • pela minimização dos custos de produção para um dado nível de produção.

A Escolha Ótima do Produtor

Vamos supor que os preços dos inputs e do output são fixos, assumimos ainda que quer o mercado dos factores de produção quer o mercado do produto funcionam de forma competitiva, isto é, nenhum produtor individualmente tem capacidade de influenciar o preço de mercado.
Supomos ainda que o produtor utiliza apenas dois factores produtivos(x1, x2), na produção do output y.

Maximização do lucro no curto prazo

Consideremos que temos um nível de utilização do factor produtivo 2 como fixo (    ).
Seja f(x1, x2) a função de produção;  p o preço do output ; w1 e w2 como sendo o preço dos factores produtivos x1  e  x2. 
Então, o problema de maximização do lucro do produtor pode ser escrito na forma:


A condição de escolha óptima do factor 1, será:

ou seja, o valor da produtividade marginal do factor deverá igualar o preço do mesmo factor.

Através desta equação podemos desenhar linhas de isolucro, que representam todas as combinações de inputs e output que nos dão o mesmo nível de lucro. 
A solução de maximização do lucro é a tangencia da função de produção com a mais elevada linha de isolucro, logo o declive da função de produção será igual ao declive da linha de isolucro.

A longo prazo a empresa pode escolher o nível de utilização de todos os factores. Portanto, o problema de maximização do lucro a longo prazo pode formalizar-se da seguinte forma: 


No longo prazo, como os dois factores são variáveis, devem cumprir-se as seguintes condições:

Estas condições significam que se a empresa escolheu de forma ótima os seus factores de produção, o valor da produto marginal de cada um deles deverá ser igual ao seu preço.
Na escolha ótima não é possível aumentar os lucros da empresa modificando o nível de qualquer dos factores.

Se sabemos como se comportam os produtos marginais, em função de     e , podemos falar da escolha óptima de cada um dos factores em função dos seus preços, as equações resultantes denominam-se curvas de procura dos factores.

A curva de procura de um factor mede a relação entre o preço desse factor e a escolha maximizadora do lucro do mesmo, ou seja, a sua quantidade em função do preço.
Podemos também expressar o preço do factor em função da quantidade do factor, neste caso teremos a função de procura inversa do factor.

A Maximização do Lucro no longo prazo e os Retornos à Escala

Existe uma importante relação entre a maximização do lucro e os rendimentos à escala.
Suponhamos que uma empresa escolheu um nível de produção maximizador do lucro que se alcança utilizando as quantidades de factores.
Neste caso o seu lucro será:

Supondo que a empresa tem uma função de produção com rendimentos constantes à escala e que obtém lucro no ponto de equilíbrio.

Qual a consequência da duplicação de factores produtivos a utilizar? 

Segundo a hipótese dos rendimentos constantes à escala, o nível de produção duplicaria e os lucros também duplicariam, o que contraria o pressuposto de que a combinação ótima inicial dos factores maximiza o lucro.
Note-se que chegámos a esta contradição porque, assumimos que a empresa estava a ter lucro no longo prazo. Se o lucro a longo prazo fosse nulo, já não haveria contradição, dado que, a duplicação de factores resultaria num lucro nulo.

Este argumento mostra que a longo prazo, o único nível de lucro que é razoável é o lucro nulo, isto para uma empresa competitiva que tenha rendimentos constantes à escala em todos os níveis de produção. 
Naturalmente que se tem prejuízo a longo prazo a empresa deverá encerrar.

Supondo que uma empresa se expande indefinidamente podem ocorrer três cenários:
1) Expandir-se tanto que não pode funcionar com eficiência, o que equivale a dizer que não teria rendimentos constantes à escala em todos os níveis de produção. A longo prazo pode entrar numa zona de rendimentos decrescentes à escala.
2) Pode expandir-se tanto que dominaria totalmente o mercado, neste caso deixaria de funcionar num mercado de concorrência perfeita que é o que estamos a considerar.
3) Se uma empresa pode obter lucros com uma tecnologia que tenha rendimentos constantes à escala, qualquer outra empresa pode entrar no mercado, então haveria tendência a baixar o preço e diminuiriam os lucros de todas as empresas do mercado.

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Da procura individual à procura de mercado

A procura individual e a procura de mercado


Até ao momento, vimos como se modeliza o comportamento do consumidor!

Agora vamos ver como podemos agregar as escolhas individuais para obter a procura de mercado.

Utilizemos as seguintes expressões para representar a função de procura individual do bem 1 e do bem 2 :


Supondo que existem n consumidores, a procura agregada ou procura de mercado para o bem 1, resultará da soma das procuras individuais de todos os consumidores:


A procura de mercado, assim como, a procura individual depende dos preços e do rendimento.

No entanto, por vezes é útil pensar na procura agregada como a procura de um consumidor representativo, com um rendimento igual à soma de todos os rendimentos individuais.

Se assumirmos a hipótese do consumidor representativo, a função de procura agregada assumirá a forma:
procura agregada economia

Se fixarmos os rendimentos e o preço do bem 2, podemos representar a função de procura agregada



Da curva de oferta da empresa à curva da oferta da indústria

Curva da oferta series

Da curva de oferta da empresa à curva da oferta da indústria


Num mercado em concorrência perfeita existem muitas empresas a produzir e colocar o produto no mercado, portanto a curva da oferta da indústria resultará da soma da oferta individual de cada empresa. 

Oferta da indústria no curto prazo

Supondo a existência de n empresas, sendo  a curva de oferta da empresa i, a curva de oferta da indústria ( ou a curva de oferta do mercado) será: 

Fórmula Curva da Oferta

Geometricamente obtemos a curva de oferta de mercado através da soma horizontal das curvas de oferta de cada empresa:

Curva oferta do mercado - soma das linhas

Equilíbrio da indústria no longo prazo e oferta de mercado no longo prazo

A curva de oferta de longo prazo é determinada pela curva de custos marginais de longo prazo, como a longo prazo os dois factores são variáveis não é admissível que uma empresa tenha prejuízo no longo prazo, como tal, o preço de mercado terá de ser no mínimo igual ao custo médio de produção para que ela não encerre. Logo a curva de oferta no longo prazo corresponde à porção da curva de custo marginal de longo prazo que se situa acima da curva do custo médio mínimo.

Supondo 4 empresas a operar num mercado e assumindo p* como o preço correspondente ao custo médio mínimo e representando igualmente a curva de procura de mercado: 

Para a curva de procura de mercado (D) o número de empresas que o mercado suporta é de 3, dado que o preço terá de se situar acima ou sobre p*.

Como poderemos construir a curva de oferta de mercado de longo prazo?
Já verificámos no gráfico anterior que podemos excluir os pontos abaixo de p*, mas podemos também excluir alguns pontos das curvas de oferta individuais se considerarmos que a curva de procura de mercado tem declive negativo e a sua máxima inclinação corresponde a uma recta vertical. Podemos excluir parte dos pontos a tracejado nas curvas de oferta individuais acima de p*, dado que, não poderiam ser abrangidos pela interseção da curva de procura de mercado sem que fosse intersetada uma curva de oferta mais à direita. 

Os pontos a tracejado não poderão fazer parte de uma posição de equilíbrio no longo prazo.

Repare-se que os segmentos a “cheio” consistentes com um equilíbrio de longo prazo, esses segmentos tornam-se cada vez menos inclinados à medida que consideramos mais empresas no mercado.

O que significa que a curva de oferta de longo prazo do mercado será aproximadamente horizontal no nível p* ( correspondente ao mínimo dos custos médios).


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