Anatomia da Economia

Dissecamos a economia e mostramos a sua anatomia.

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Neuromarketing - o que é?

Neuromarketing- os primeiros passos em Portugal


O neuromarketing começa a dar os primeiros passos em Portugal, tornam-se pioneiros nacionais do neuromarketing o Continente e Siemens. Ambos estão envolvidos nas primeiras investigações portuguesas sobre a compreensão do cérebro humano aplicada ao consumo.

Juntam-se, embora numa escala diferente, a grandes marcas como a Volkswagem, a Chrysler, a Allianz e a McDonalds, que já fizeram descobertas relevantes, e a Coca-Cola e a Kodak, que financiam testes realizados pelo Mind of the Marketing Laboratory, da Harvard Business School. Alguns destes estudos comprovam conclusões já obtidas em testes cegos. Observando o cérebro de consumidores de colas expostos ás duas referências mundiais, demonstrou-se que a maioria prefere Coca-Cola apenas pela experiência com a marca, porque o sabor da Pepsi agradou a mais cobaias.
Outras revelações mais surpreendentes: na hora de encher o carrinho de supermercado, tanto nas zonas cerebrais ligadas à emoção, como ligadas à razão, recebem estímulos em igual medida, mas na hora de pagar a emoção tende-se a sobrepor a razão. Então conclui-se que se o pagamento é feito em dinheiro o córtex insular, área que processa os acontecimentos desagradáveis, transmite a informação de que se registou uma perda financeira. Se a opção recaiu sobre um cartão de crédito a sensação que o cérebro regista é a de que não houve pagamento.

Neuromarketing
Grandes marcas entram no Neuromarketing

Estudos portugueses sobre o Neuromarketing

Em Portugal estão a começar a ser realizados dois trabalhos de neuromarketing,  Ana Paula Sousa, marketer da Junta de Turismo da Costa do Estoril, e Henrique Ventura, da direcção de marketing e qualidade da Gásquatro, ambos alunos de mestrado de marketing, do Instituto Superior de Economia e Gestão, que estão a ser supervisionados por Luís Moutinho, catedrático de Marketing, na Universidade de Glasgow, e professor em vários institutos portugueses.

Estes dois trabalhos estão ainda à espera da aprovação da comissão de ética, porque já têm tudo a postos, desde a equipa multidisciplinar  que inclui um psiquiatra e um médico da área da neurorradiologia - , ao painel de 12 a 15 consumidores que se submeterão voluntariamente aos testes. Passando pelos patrocinadores também, claro. A Modelo Continente fornecerá imagens que provocarão reacções cerebrais, e o trabalho será realizado num equipamento fornecido pela Siemens Medical Solutions a um prestador de cuidados de saúde.
Segundo Ana, o objectivo será os estímulos serem visuais, com uma apresentação de slides, com imagens de três produtos da mesma categoria, em que a variável a trabalhar não é a marca, mas os graus de notoriedade e confiança. Este estudo pode ainda evoluir para medições de carácter comparativo, o que implicará que as imagens e as marcas sejam totalmente desconhecidas ao consumidor, para este estudo as imagens virão de um retalhista asiático, só assim garantem a neutralidade.

Objectivos do estudo sobre o Neuromarketing

Com este estudo espera-se:

  • Obter dados que forneçam indicações precisas sobre a influência do grau de confiança versus notoriedade da marca;
  • Oferecer insights sobre o comportamento humano;
  • Encontrar mais um elemento do mix de pesquisas úteis a rentabilização dos investimentos;
  • Dar uma melhor rentabilidade ao mercado português.


Porém o neuromarketing apresenta dois entraves, um passa pela lacuna típica de entrevistas e focus groups pois porque normalmente o que as pessoas dizem directamente, ou revelam indirectamente, não correspondem muitas vezes ao seu comportamento real. De outra forma não se conseguiria compreender como é que, apesar de todo o dinheiro gasto em pesquisas, cerca de 80% dos novos produtos são falhanços comerciais no primeiro ano de existência no mercado. E outro dos entraves é a duvida que a ética coloca, porque muitos cientistas revelam que o conhecimento do cérebro humano é ainda muito limitado para suportar relações robustas entre neurociência e marketing.

Que tipos de queijo consomem os portugueses?

Que tipos de queijo consomem os portugueses?


Vamos ver que tipos de queijo consomem os portugueses e qual será o impacto do mercado do queijo na economia nacional. Análise do mercado do queijo em Portugal.

Em Portugal, são consumidas mais de 48 mil toneladas de queijo por ano, o que representa 381 milhões de euros (contra 304 milhões. Cada português, consome em média cerca de 10.2 kg de queijo por ano, valor este que se tem mantido pouco inalterado nos últimos anos.
Embora o mercado dos queijos seja um mercado tradicional, os vários players têm apostado na inovação e diferenciação, com vista a responder às necessidades específicas dos consumidores mais exigentes.

Quanto queijo consomem os portugueses anualmente?

Dentro do mercado dos queijos, a marca própria tem vindo a ganhar importância. Estas registaram crescimentos suportados pelo bom das marcas de distribuição fruto do lançamento de produtos com marcas das insígnias com um preço mais baixo comparativamente ao produto líder e segunda marca.
A actual situação económica trouxe consigo uma mudança no comportamento de compra dos consumidores e pôs à prova a sua lealdade para com as marcas no âmbito do mercado de queijos em Portugal.

O facto de o queijo ser um produto fortemente enraizado na cultura gastronómica portuguesa beneficiou, de alguma forma, este mercado. A actual crise teve dois efeitos contraditórios, ou seja, se, por um lado, se fez sentir da diminuição das vendas em minimercados, supermercados e restaurantes, por outro, também teve efeitos de aumento na procura, uma vez que estamos a falar de produtos de baixo custo, mas completos e ricos em termos de produto alimentar em si, tornando-se, assim, importante nas refeições ditas ligeiras. O facto de se ter passado a comer mais dentro de casa não foi por si um dos factores a contribuir para a evolução do mercado de queijos  (dados Nielsen).

Gráfico dos queijos
Gráfico dos queijos mais consumidos

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Vantagens e desafios da integração económica europeia

A integração económica europeia 


Vantagens da integração económica na União Europeia são inúmeras. Neste artigo, vamos falar sobre a integração na UE mas poderíamos estar a falar na integração noutros grupos claro.

Leia também sobre a integração Económica de Portugal na UE.

Apresentamos as vantagens e desafios da integração económica na União Europeia.
-  Economias de escala
-  Maior possibilidade de obter um crescimento económico e social mais elevado
-  Formulação mais coerente e rigorosa das políticas económicas
-  Transformação das estruturas económicas e sociais
-  Reforço da capacidade de negociação
-  Maior eficiência na afectação dos recursos de cada economia
-  Intensificação da concorrência
-  Vantagens para os consumidores
-  Aumento da produção
-  Maior circulação da inovação e dos avanços tecnológicos

Está Portugal inteiramente integrado na União Europeia?


As dificuldades da integração económica
-       As disparidades do desenvolvimento económico e social entre os particulares no processo de integração
-         A resistência dos aparelhos nacionais às regras da politica comum
-         A resistência psicológica das populações
-         A formação da opinião pública

A integração económica do espaço nacional devido a uma maior integração económica dos países da União Europeia, veio-se verificar mudanças na economia de cada país, tais como:
-         Os profissionais independentes podem desenvolver a sua actividade onde desejarem, propondo e prestando livremente os seus serviços a quem lhos solicitar (liberdade de prestação de serviços)
-         O produtor pode instalar livremente unidades fabris capazes de lhe pronunciar o pretendido volume de produção e montar de uma forma livre armazéns e postos de vendas, as agências, filiais ou sucursais necessárias para promover o escoamento dos bens produzidos (liberdade de estabelecimento)
-         O produtor pode livremente recrutar os trabalhadores de que necessita, onde quer que se encontre disponíveis, tal como estes podem movimentar-se livremente em todo o espaço nacional em busca de trabalho (livre circulação de trabalhadores)
-         No interior das fronteiras de cada país as mercadorias circulam livremente sem que existam barreiras aduaneiras como entrave (livre circulação de mercadorias)
-         No seu país o produtor vende e é pago em moeda nacional, não tem que resolver problemas de câmbios e regra geral os agentes económicos fazem circular livremente os seus capitais para os colocar ou investir de acordo com os seus objectivos (livre circulação dos capitais)
-         Nesse país todos os operadores económicos estão submetidos às mesmas regras de concorrência e à mesma legislação administrativa comercial, fiscal e social, pelo que todos se sujeitam a uma disciplina
jurídica uniforme, a obrigações e encargos idênticos que vão onerar, nos mesmos termos, os bens e serviços oferecidos aos compradores (princípios da livre concorrência e da igualdade de tratamento)

Quanto queijo comem os portugueses?

Quanto queijo comem os portugueses?


Report do queijo! Será que os portugueses são muito esquecidos?
A marca espanhola de queijo Garcia Baquero não acha.

Apesar de cada português consumir por ano cerca de 10,2kg por ano encontra-se em níveis inferiores a outros países europeus porque o consumo regular de queijo no país é nornalmente nos pequenos almoços ou nos lanches e por vezes nas refeições, logo o mercado não se encontra saturado. O consumidor português na hora de consumir é bastante conservador e leal relativamente à marca do produto. Penso que Garcia Baquero tem uma mais valia devido à quota de mercado que já possui em Espanha e preza pela qualidade dos seus produtos.

Penso que para poder singrar em Portugal terá que apostar fortemente na sua marca, diferenciando-a das restantes. Se o consumidor gostar do queijo, ele irá continuar a consumir o produto, fidelizando desta forma o consumidor.

Para que possa conseguir uma boa quota de mercado em Portugal, tem que apostar fortemente no marketing, por exemplo ter um espaço na prateleira com os queijos da Garcia Baquero, tendo sempre em conta preço qualidade. Outra opção e talvez onde possa ter mais retorno é tornar-se num produto gourmet com um preço mais elevado. O consumidor normalmente tem tendência a associar o preço mais elevado com qualidade e desta forma a Garcia Baquero mesmo tendo uma quota reduzida no consumo de massas, teria margens superiores e posicionar como uma marca de referência na área dos lacticínios. Quando pensamos em queijo francês pensamos que é um queijo distinto e mesmo não estarmos habituados ao paladar e existir queijos melhores no mercado, o consumidor consome devido à sua fama e ter-se posicionado como queijo gourmet.

Queijo manchego

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Vantagem Comparativa - de David Ricardo a Smith

Vantagem Comparativa de David Ricardo


O contributo de David Ricardo para a teoria clássica representou uma melhoria conceptual em relação às ideias Mercantilistas que vigoravam na época imediatamente anterior à Revolução Industrial.
Com o conceito de valor relativo (Custo de oportunidade), David Ricardo permitiu a aplicação da teoria de Smith sobre a procura e oferta para explicar os fluxos de comércio internacional.
O comércio livre, apoiado pela existência de mercados livres, mostrava-se mais vantajoso que a situação de autarcia. Essas ideias foram assimiladas e tiveram um efeito profundo e duradouro no curso da história económica.

Lê mais sobre a teoria das vantagens comparativas de David Ricardo.

David Ricardo - Liberalismo económico

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Integração Económica de Portugal na UE

Integração Económica

O processo de integração económica entre territórios ou países foi descrito teoricamente nos anos 1960 pelo economista húngaro Béla Balassa. Segundo a teoria, à medida que a integração económica se desenvolve, diminuem as barreiras comerciais mantidas entre os mercados participantes. Actualmente a economia mais integrada entre Estados independentes é a União Europeia e a Zona Euro.
 União Europeia
Portugal "dentro" da União Europeia

A Integração Económica caracteriza-se basicamente pelas relações comerciais entre países sem qualquer entrave a essas mesmas relações, abolindo qualquer barreira comercial ou económica entre os países. Existe um mercado livre, comum e alargado como é o caso da União Europeia, no qual os diversos países estabelecem relações económicas e comerciais sem qualquer discriminação entre as economias e há que tomar cada vez mais medidas que incentivem o Mercado Comum Europeu para que este seja coeso e para que ocorra uma maior unificação dos vários mercados constituintes da União Europeia para que os custos sejam os menores possíveis. Para que a integração económica possa acontecer da melhor forma é necessário que o conjunto dos países aceite a transferência de poderes de alguns órgãos nacionais para instituições comuns e supranacionais que passam agora a deter o poder em relação a determinadas matérias e podem assim implementar medidas que irão ter impacto sobre as economias pertencentes ao Mercado Comum, passando de politica nacional para politica supranacional.

Henry Ford, o modelo T e motivação

Henry Ford e o modelo T


Henry Ford foi uma grande mente do nosso tempo.

Ford inventou o modelo T, o primeiro automóvel a preços acessíveis na história.

Ao ouvi-lo no livro da sua autobiografia "nas próprias palavras", pode/se logo perceber e entender que ele só acreditava em si mesmo, e sabia o que queria desde o início.

Houve um tempo em que entendeu que lhe faltava conhecimento no departamento de elétricidade, então ele passou a trabalhar por conta de outrem, a fim de saber mais sobre o assunto. Quando Henry Ford terminou, ele voltou a trabalhar no seu projeto automóvel.

Henry Ford e o modelo T
Henry Ford e o modelo T


Com grande força e motivação para o trabalho, Ford, trabalhou dia e noite no seu projeto. A sua esposa apoiou-o, mesmo sem entender o que estava fazendo por vezes. Quando o momento chegou, Ford foi para a pista de corrida e dizimou completamente a competição, alinhando os investidores para financiar seu projeto.

Os fabricantes de automóveis já existiam, mas de os carros eram brinquedos para as pessoas ricas.

Henry Ford queria um carro para o povo, para ter um carro para que eles pudessem mover-se.

Este é um dos pontos mais importantes neste livro. Ford disse: "The idea that has the worlds interests before the individual, in the end will always prevail".

Sendo um mecânico, Ford viu o mundo como uma máquina. Existem causa e efeito relacionamentos em tudo que faz. Você faz as coisas de uma certa maneira, você recebe um determinado resultado. Você faz as coisas de outra forma, você começa um outro resultado.

As pessoas por vezes lutam demais na vida, porque eles não sabem a sua paixão.

Numa escala de 1-10 se você estiver a trabalhar apenas em 4 ou nessa ordem, que significa que está desmotivado no que está a fazer. Isso significa que não está a contribuir para a sociedade ou melhor, a sociedade não está a beneficiar pelo que está a fazer... porque você não gosta do que está a fazer.

Quando encontra a sua paixão, o que gosta de fazer mais, a pessoa torna-se completamente envolvida, completamente imerso, e que acaba acontecendo é que desenvolve o domínio do seu ofício, devido à quantidade enorme de esforço, compromisso e paixão no que está a fazer. Isso é a nota 10.

Quando está motivado a trabalhar 10 (de 0 a 10), as pessoas em seu torno vão sentir isso. As pessoas começam a ressoar no sentido de que todo mundo está sedento por uma visão. Já disse inúmeras vezes. "As economias são feitas de empresas. As empresas são feitas de pessoas. Nós estamos no negócio do povo". E quando se trabalhar desta forma, o negócio que se está trabalhando, as pessoas notam e o negócio começa a florescer e prosperar.

No final, a economia vai-se beneficiar porque o negócio tem um motor por trás disso: tu.

Um componente de um motor não funciona por si só. Isso não tem utilidade se não estiver ligado ao motor.

Tem que encontrar o seu lugar na vida, porque a vida vai dar-lhe tudo o que quer quando encontrar a sua paixão.

Russel Simmons disse: "Aquietai e deixe o fluxo do rio correr."

As pessoas precisam de muita coisa. Você tem que envolver o mundo de uma maneira que você pode fornecer ajuda.

Existem vários veículos que podem ajudar a monetizar sua paixão, e é isso que tem que procurar.

"Se pensas que pode ou não pode, está certo".

Saúde dentária em portugal - os portugueses vão ao dentista?

Dentalstat - os portugueses vão ao dentista?

Fizemos aqui o Segmento de clientes – Abordagem Bottom Up para analisar a estatística dentária em Portugal.

Segundo dados do INE e tendo em conta a amostra de 10 346 413 portugueses, tiramos os seguintes dados:
- 1 447 297 pessoas nunca consultaram um dentista.
- 4 777 363 pessoas não consultaram um dentista nos últimos 12 meses. Destes, 3 677 015 não consultaram um dentista porque acharam que não precisaram. Por outro lado, a dor é o segundo motivo pelo qual os portugueses consultam mais o dentista.
Estes dados revelam que existe uma grande fatia da população (cerca de 60% da população) não tem qualquer tipo de monitorização da sua saúde dentária, nomeadamente a existência de cáries e tártaro, deixando muitas vezes estas patalogias evoluirem até situações muito graves (como a dor), sendo que muitas vezes é demasiado tarde para “salvar” o dente.
O dispositivo Smiletool vem permitir a auto-monitorização da saúde ao nível das patologias de tártaro e cárie. Este dispositivo deverá despoletar a intenção dos utentes em deslocarem-se ao dentista por detectarem situações de alerta (p.ex. a existência de uma cárie em formação), não esperando pela dor.


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Comissionamento dos fundos de investimento com comissões variáveis

Âmbito e Objectivos da ideia proposta
Actualmente muitas sociedades gestoras abandonaram as comissões de subscrição, de gestão e de venda nos fundos de investimento facto que atrai muitos investidores. Em Portugal os clientes podem ter acesso a estes fundos não comissionados através de bancos como o Activobank7 e BIG (Banco de Investimento Global).
Fundos do BES como por exemplo o E.S. Acções Europa e outros fundos de acções possuem além da comissão de resgate (para resgates até 733 dias) uma comissão de gestão de 2,2%/ano que afasta muitos investidores e que é cobrada quer o fundo tenha uma boa ou má performance.
A ideia propõe que o comissionamento dos fundos (principalmente os de maior risco e de acções) passe a ser uma comissão de x% sobre a rendibilidade do fundo. A comissão de x% sobre a rendibilidade do fundo iria aumentar a confiança dos investidores que poderiam agora pensar Ok, se o fundo desvalorizar este ano pelo menos não me tiram mais 2,2% e Eles (o banco) só ganham se eu também ganhar!.
Uma comissão entre 10 e 20% sobre a perfomance do fundo não iria ter muito peso sobre a rendibilidade do investidor mas pode ter um bom peso para o ESAF.
Dando um exemplo:
Em 2006 o fundo Espírito Santo Portugal acções valorizou 31,09%. Uma comissão sobre a perfomance (a nova comissão de gestão) de 15% sobre os 31,09% daria ao banco 4,66% ao contrário dos 2,2% da comissão actualmente em vigor. Alem de neste caso a comissão ter sido superior em termos percentuais o volume do fundo talvez fosse superior (pois o novo comissionamento poderia atrair mais recursos ao fundo.
Constrangimentos Actuais (Descrição dos constrangimentos actuais que conduzem à realização do Ideia)
As comissões altas dos fundos afastam os investidores mais dinâmicos e conhecedores do mercado (e muitas vezes aqueles que possuem mais recursos e ainda não tiveram contacto com o BES).
As comissões por resgate antecipado afastam os investimentos de curto prazo para perfis de maior risco.
Os clientes com perfil de menor risco que querem fazer investimentos de curto prazo podem optar por fundos de tesouraria (que não têm comissões de resgate). No entanto, se o cliente tiver um perfil mais agressivo e quiser optar por fundos com uma classe de risco superior é impedido de o fazer por causa da comissão por resgate antecipado. (Os fundos de risco superior são normalmente para investimentos de maior prazo no entanto existe no mercado clientes a querer investir aqui a curto prazo. Estes clientes acabam por procurar OICs.)
A argumentação torna-se difícil quando se fala de um fundos que tem uma rendibilidade de por exemplo 5% e uma comissão de 2,2%
Melhorias previstas com implementação da ideia (Descrição das principais melhorias introduzidas com o projecto)
A rendibilidade dos fundos pode tornar-se mais atractivas para o cliente que verifica que a comissão pode pesar menos.
A rendibilidade dos fundos pode tornar-se mais atractivas para o banco pois o volume de negócios deve aumentar e caso o fundo proporcione uma boa perfomance as comissões também serão boas.
O gestor do fundo poderá ser melhor premiado pela rendibilidade do fundo que gere.
Alguma publicidade com o slogan O BES só ganha se os nossos clientes ganharem  queremos o melhor para si! poderá atrair clientes novos e de uma certa segmentação.
Fazer face aos bancos da concorrência que têm um grande volume de clientes que investem em fundos.
Impactos. Pretende-se que sejam quantificadas as principais vantagens da ideia proposta, indicando os respectivos pressupostos.
Impactos Positivos
Tipo de impacto
Pressupostos / Forma de Cálculo
Valor médio anual * (Volumes / montantes)
Aumento de Receitas
Exemplo: O fundo Portugal acções tinha sob gestão o ano passado 44,62M€. Teve uma rend. de 31,09%. Se a comissão fosse de 15% sobre a perfomance seria 31,09*0,15= 4,66%
Esta conta significa que este fundo proporcionaria o dobro das receitas, cerca de 2,08M€.
No ano passado, um aumento das receitas de 2,08M€ só no fundo Portugal Acções.
Aumento de proveitos (aumento de comissionamento / margem financeira), induzidos ou não por aumento de volume
O aumento dos proveitos é variável
Exemplo: o fundo Portugal Acções teve uma rend. média anualizada nos últimos 4 anos de 23,25%. Assim, a comissão teria sido em média 1,2% mais alta.
Erosão evitada de receitas (Evitar a redução de proveitos / retenção de Clientes) com a implementação da ideia
Mais fácil a retenção de clientes confiantes e de novos clientes.
Outros impactos Positivos
Redução / Eliminação de tarefas ao nível dos serviços centrais ou Empresas
NA
Eliminação/ Redução de tempo gasto pelas Redes Comerciais em determinada tarefa de pouco valor
NA
Redução de Risco Operacional (Ex: Erros)
NA
Redução Outros custos (ex. consumíveis, custos promoção, descontinuação de aplicações/sistemas...).
NA

Com este tipo de comissionamento a ESAF é premiada pelos bons resultados o que pode aumentar também a motivação dos gestores.
Nota: Se necessário poderá adicionar outro tipo de impacto não previsto no quadro acima.
* Sempre que possível indicar os volumes / montantes em causa
Impactos Negativos
Tipo de impacto
Pressupostos / Forma de Cálculo
Valor médio anual * (Volumes / montantes)
Aumento de custos
NA
Redução de proveitos de produtos/serviços actuais, resultante do lançamento de novos produtos/ serviços (Canibalização de Proveitos)
Caso os fundos em que se aplique esta modalidade de comissionamento não valorizarem o suficiente ou obtenha uma rendibilidade negativa existirá uma redução dos proveitos.
Necessidade de alocar mais tempo na realização de novas tarefas  Áreas Centrais ou Rede Comercial
NA
Necessidade de Desenvolvimento de Sistemas / funcionalidades
NA
Aumento de outros custos (ex. consumíveis, custos promoção,...).
NA
Nota: Se necessário poderá adicionar outro tipo de impacto não previsto no quadro acima.
* Sempre que possível indicar os volumes / montantes em causa
Outros Impactos (Qualitativos; Legais)
Tipo de impacto
Pressupostos / Forma de Cálculo
Valor médio anual
Melhoria no nível de informação de gestão
Melhoria no nível de serviço
Melhoria de controlo interno
Melhoria para a decisão comercial

A argumentação no momento de vender os fundos com este tipo de comissionamento torna-se mais fácil.
Esta ideia pode também atrair investidores mais sofisticados e ser um ponto de partida para criar mais produtos para estes.
Observações / Comentários Adicionais (Outras indicações não preconizadas nos pontos anteriores e que considere relevantes)
A comissão sobre a perfomance poderia ser aplicada a fundos já existentes ou em novos fundos (ou até em fundos com a mesma carteira de activos mas sob um nome diferente).

fundos de investimento
Comissionamento dos fundos de investimento

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