Anatomia da Economia

Dissecamos a economia e mostramos a sua anatomia.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

“O que é bom para os negócios, é bom para o Dubai”

“O que é bom para os negócios, é bom para o Dubai”


What is good for business is good for Dubai - “O que é bom para os negócios, é bom para o Dubai” dizia o Sheik Zaied, um dos grandes responsáveis pelo grande desenvolvimento do Dubai.

PIB do Dubai ascende atualmente a cerca de 50 biliões de USD. Embora o Dubai tenha contado bastante com os recursos naturais e com o petróleo, atuaalmente os recursos naturais representam menos de 6% da economia, sendo que a economia do Dubai está muto virada para o Turismo e Serviços. O principal setor da economia é ainda o imobiliário que representa cerca de 22% da economia, o comércio com 16% e os serviços financeiros.

O Dubai é considerada uma das melhores cidades do mundo para os negócios e uma das mais ricas e onde existe maior poder de compra. Se tiveres oportunidade de visitar o Dubai, é possível confirmar que a enconomia fervilha e que o comércio está super presente em todo o lado. Consumo e luxo são as palavras de ordem.

O Dubai e Deira são desde os anos 70 um dos mais importantes entrepostos a nível mundial. O Dubai fixou-se especialmente como entreposto para um pouco de tudo mas em maior escala para o ouro, diamantes e pérolas, fazendo a ponte entre o oriente e o ocidente.
O Porto de Jebel Ali é o maior porto artifical do mundo e o sétimo maior em termos de tráfego de contentores.

Inexistência de impostos no Dubai


Uma das grandes estratégias para atrair empresas para os Emirados e para o Dubai passou pela criação de zonas francas. A maioria das empresas não paga qualquer tipo de impostos, havendo apenas impostos para o alcool, tabaco, produtos petroliferos e serviços financeiros.
Qual a carga fiscal no Dubai? ZERO! Correto! Não existe nada parecido com IVA, nem IRC, nem IRS... e a maioria das empresas nem tem que ter contabilidade organizada.

Em 2008 com a crise do imobiliário houve algum abrandamento e depreciação do valor do imobiliário no Dubai. A dívida externa do emirado do Dubai era de cerca de 100 biliões em 2009. No entanto outros Emirados como Abu Dabhi têm financiado bastante o Dubai, sendo atualmente uma das cidades com maior estabilidade económica do munto.


Atualmente 70% das empresas da Fortune 500 tem sede também no Dubai, sendo esta cidade totalmente magnética para os negócios. 


Impostos no Dubai
Impostos no Dubai

O Facebook tem futuro?

Facebook tem 50% menos pesquisas no Google do que há 4 anos


As pesquisas web google com o termo de pesquisa "Facebook" têm vindo a decrescer de forma acentuada nos últimos anos. Segundo o Google trends (ver gráfico abaixo) a pesquisa por facebook é agora menos de metade do que há 4 anos atrás.
Poderá isto significar o início do declínio da principal rede social? O Facebook pode ter o mesmo destino de outras redes sociais que eram gigantes e depois desapareceram?

Pesquisas por Facebook
Pesquisas por Facebook - 5 anos

Redes sociais que (quase) desapareceram

Os gráficos de pesquisas dos exemplos que apresentamos em seguida têm algo em comum com o gráfico de pesquisas do Facebook.

O que é a Zona de Comércio Livre (Free trade)?

Zona de Comércio Livre (Free trade)



Zona de Comércio Livre (Free trade): existência de uma livre circulação de mercadorias entre países pertencentes a essa organização, mas com algumas características, livre circulação apenas dos produtos originários dos países pertencentes à zona de comércio livre pelo que era necessário apresentar o certificado de origem do produto e ainda uma livre circulação de apenas de um tipo de produto e não de todos os produtos. E ainda se caracteriza pela não existência de uma pauta aduaneira comum. 

Os produtos originários é que podem circular livremente e não os outros produtos de países terceiros, estes estão sujeitos a encargos aduaneiros, à livre vontade dos Estados, nas relações com os Estados. A EFTA (European Free Trade Association) e a Nafta (North Atlantic Free Trade Association) são exemplos de Zonas de Comercio Livre.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Títulos da Companhia de Moçambique

Títulos da Companhia de Moçambique

Mais um tesourinho bem antigo. Este título representa 25 ações da Companhia de Moçambique. Não conheço a data ao certo nmas deve ser do início do século XX.

Segundo o título, a Companhia de Moçambique tinha um capital de 37 500 000 Reis (estou enganado?) ou 1 500 000 francos, dívidido em 1 500 000 ações.

Este título era um título ao portador como se usava antigamente.


Companhia de Moçambique titulo
Companhia de Moçambique

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Depois disto ficas a saber tudo sobre o mercado queijo

Sobre o mercado queijo...


Embora o mercado dos queijos seja um mercado tradicional, os vários players têm apostado na inovação e diferenciação, com vista a responder às necessidades específicas dos consumidores mais exigentes.



Ideias (minhas ideias pessoais apenas):
- Venda de queijos que incorporem novos sabores, pois os consumidores cada vez mais querem experiências novas (ex: a saloio lançou requeijão para barrar com sabor a abóbora)

Quanto queijo é consumido em Portugal?

- Ainda neste capítulo podem aproveitar o facto de ainda ninguém ter aproveitado para criar queijo juntamente com banana. Não é novidade que um grande numero de mulheres gosta de desfrutar uma boa banana (NÃO TOU A GOZAR PARA NÃO PENSARES JÁ EM OUTRAS COISAS MAS PODES TIRAR A “BOA”) com uma fatia de queijo , então porque não criar um queijo seja ele em bola normal ou fatia grossa com sabor a banana. (ou ainda uma mistura embalada com pedaços de queijo e banana). Eu acho que é uma versão light da fatia de melão com presunto.

- Não sei/não vi isto à venda cá. Como o mercado está a apostar e queijos com diferentes formas, porque não vender embalagens com queijo de vaca e/ou cabra em cubos pronto a servir como aperitivo. Esta ideia pode e deve chegar aos restaurantes!! A vantagem aqui é obviamente poupar tempo aos consumidores. Aproveitar o queijo para concorrer no mercado de snacks.

-  Os consumidores portugueses consomem maioritariamente doces ao pequeno almoço e ao lanche o que se pode revelar uma vantagem para o mercado dos queijos, introduzindo uma nova gama de produtos e incorporem queijo e algo doce. (exemplo da banan com queijo fundido ainda que este é mais direccionado para o “light”.

-“ No queijo fundido, os produtos light chegam a representar 24%». É neste sector que «a oferta francesa responde com o aparecimento de referências light e enriquecidas”. Aproveitar este factor para através da diversificação de produtos light mantendo os níveis de qualidade ganhar quota de mercado. Neste segmento ter especial atenção ao crescente uso dos portugueses de queijo nas refeições quentes. Tanto queijo ralado como fundido. (especial atenção à introdução light pois como tu sabes são as senhoras da família que cozinham em casa e elas têm a paranóia do light).

- Não têm queijos frescos, isto é um “must have”  - “Em Portugal, são consumidas 42 mil toneladas de queijo por ano, o que representa 304 milhões de euros. Sendo que «o mercado apresentou um crescimento de 6% em volume e de 5% em valor no ultimo ano”. Também aqui podem aproveitar à semelhança do palhais introdução de queijos frescos com sabores diferenciados.
Embalagens

Como as embalagens dos queijos fatiados que estão em forte expansão são todas semelhantes e a dos queijos Garcia não fogem à regra. Isto pode não ser mau pela embalagem se aproximar à da marca líder do mercado, mas para o cliente não à vantagens para realizar a substituição. ( Não comparei preços apenas embalagem).


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A evolução do mercado do queijo

A evolução do mercado do queijo 

Evolução dos últimos anos e tendências do mercado do queijo (artigo só para quem está realmente interessado em queijo!).


Tem havido uma transferência entre queijos no que respeita aos hábitos de consumo dos portugueses.
Actualmente, o queijo mais consumido pelos portugueses é o Flamengo com uma penetração no mercado de 45.5%, sendo que este está dividido em três formatos: bola (39%), barra (37%) e fatias (24%), sendo que as fatias têm ganho terreno face aos outros formatos. O queijo fresco representa 13% do mercado. 

Queijos portugueses


Neste mercado, os queijos fatiados, ralados e frescos têm ganho quota faces aos outros formatos, tratam-se de produtos de elevada rotação que têm vindo a ganhar uma crescente importância no mercado. Apesar de se ter verificado um crescimento na venda destes produtos tanto na Moderna Distribuição como no comércio tradicional, é no canal Horeca que se verifica maior potencial de crescimento.  (Moderna Distribuição – Continente, Modelo, Auchan, Jerónimo Martins, Lidl, Mosqueteiros e Leclerc; Horeca – Hotel, Restaurante e Catering).

Quanto queijo consomem os portugueses anualmente?

Os queijos importados têm revelado também uma evolução muito expressiva, sendo que os queijos franceses lideram esta evolução. Actualmente, França é o principal exportador de queijo para Portugal, sendo que o volume de importação ascende a mais de 7 200 toneladas.

Os queijos franceses são os mais importados por Portugal.

Relativamente aos queijos franceses, os que apresentam maiores tendências de crescimento são os queijos fundidos, Camambert, Emental e ralados.
Consumo de produtos de marca própria aumentou nos piores anos da crise e representa já 25% do mercado alimentar

Em Portugal, o consumo de marcas brancas tem aumentado de forma expressiva, uma vez que a conjuntura obriga os consumidores a tornarem-se mais racionais e a poupar. Não surpreende que o consumo de marcas próprias da grande distribuição tenha crescido nos piores anos da crise, em 2009 e 2010, e que já represente 25% do mercado alimentar, segundo a Associação das Empresas de Distribuição (APED). 

Especialmente em momentos de crise económica, o consumidor está mais disponível para optar por uma solução que oferece um relação de qualidade/preço mais interessante.
Mercado alvo: pretende-se alcançar todo o mercado com recurso aos canais de distribuição dos produtos, tendo como principal target a Moderna Distribuição, Cash-Carry, canal Horeca e comércio tradicional. O acesso a todo este mercado será feito através de acções promocionais e Gestores de Ponto de Venda/Promotores de Negócio. 

O mercado PALOP (em especial Angola, Moçambique e Cabo Verde), tem mostrado grande apetência para novos produtos gastronómicos, sendo que se tratam de países cujas economias crescem em contra-ciclo em relação a outros mercados e sendo por isso uma aposta das empresas exportadoras para colmatar quebras do Volume de Negócios no mercado português e europeu. É ainda expectável que o mercado exportador se revele uma excelente forma de escoar os produtos de primeira linha, optimizando a gama de produtos.

sábado, 8 de outubro de 2016

Andrew Carnegie

Andrew Carnegie

Grande com as pessoas, Andrew Carnegie levantou-se para sair da pobreza e tornou-se um dos homens mais ricos do mundo. No seu primeiro livro: "Autobiografia de Andrew Carnegie", ele percorre sua jornada.

Ler o livro de Carnegie é interessante ver a relação que ele começou a desenvolver com o dinheiro e o que significa:

Primeiro: trabalhar para outra pessoa. Desenvolver relacionamentos e conhecimento para construir o seu proprio projeto.

Segundo: colocar  oseu dinheiro para trabalhar para si mesmo, e não o contrário. Isso significa que você tem que trabalhar no seu negócio, não nele.

Terceiro: No final, tem que ajudar a levantar pessoas. Depois de adquirir toda a sua riqueza entender que o mundo se beneficiaria se ele deu tudo de volta para a sociedade, e não por uma esmola, mas através da construção de bibliotecas, museus e todos os tipos de recursos que podem poderiam ajudar as pessoas que estavam andando no mesmo caminho.

Pode encontrar esse conhecimento no livro: "O Evangelho da Riqueza" de Andrew Carnegie.

E para que saiba, Warren Buffet, o maior investidor do mundo leu e inspirou-se também em Andrew Carnegie!
Andrew Carnegie

"Seja grande. Nada mais paga."

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Neuromarketing - o que é?

Neuromarketing- os primeiros passos em Portugal


O neuromarketing começa a dar os primeiros passos em Portugal, tornam-se pioneiros nacionais do neuromarketing o Continente e Siemens. Ambos estão envolvidos nas primeiras investigações portuguesas sobre a compreensão do cérebro humano aplicada ao consumo.

Juntam-se, embora numa escala diferente, a grandes marcas como a Volkswagem, a Chrysler, a Allianz e a McDonalds, que já fizeram descobertas relevantes, e a Coca-Cola e a Kodak, que financiam testes realizados pelo Mind of the Marketing Laboratory, da Harvard Business School. Alguns destes estudos comprovam conclusões já obtidas em testes cegos. Observando o cérebro de consumidores de colas expostos ás duas referências mundiais, demonstrou-se que a maioria prefere Coca-Cola apenas pela experiência com a marca, porque o sabor da Pepsi agradou a mais cobaias.
Outras revelações mais surpreendentes: na hora de encher o carrinho de supermercado, tanto nas zonas cerebrais ligadas à emoção, como ligadas à razão, recebem estímulos em igual medida, mas na hora de pagar a emoção tende-se a sobrepor a razão. Então conclui-se que se o pagamento é feito em dinheiro o córtex insular, área que processa os acontecimentos desagradáveis, transmite a informação de que se registou uma perda financeira. Se a opção recaiu sobre um cartão de crédito a sensação que o cérebro regista é a de que não houve pagamento.

Neuromarketing
Grandes marcas entram no Neuromarketing

Estudos portugueses sobre o Neuromarketing

Em Portugal estão a começar a ser realizados dois trabalhos de neuromarketing,  Ana Paula Sousa, marketer da Junta de Turismo da Costa do Estoril, e Henrique Ventura, da direcção de marketing e qualidade da Gásquatro, ambos alunos de mestrado de marketing, do Instituto Superior de Economia e Gestão, que estão a ser supervisionados por Luís Moutinho, catedrático de Marketing, na Universidade de Glasgow, e professor em vários institutos portugueses.

Estes dois trabalhos estão ainda à espera da aprovação da comissão de ética, porque já têm tudo a postos, desde a equipa multidisciplinar  que inclui um psiquiatra e um médico da área da neurorradiologia - , ao painel de 12 a 15 consumidores que se submeterão voluntariamente aos testes. Passando pelos patrocinadores também, claro. A Modelo Continente fornecerá imagens que provocarão reacções cerebrais, e o trabalho será realizado num equipamento fornecido pela Siemens Medical Solutions a um prestador de cuidados de saúde.
Segundo Ana, o objectivo será os estímulos serem visuais, com uma apresentação de slides, com imagens de três produtos da mesma categoria, em que a variável a trabalhar não é a marca, mas os graus de notoriedade e confiança. Este estudo pode ainda evoluir para medições de carácter comparativo, o que implicará que as imagens e as marcas sejam totalmente desconhecidas ao consumidor, para este estudo as imagens virão de um retalhista asiático, só assim garantem a neutralidade.

Objectivos do estudo sobre o Neuromarketing

Com este estudo espera-se:

  • Obter dados que forneçam indicações precisas sobre a influência do grau de confiança versus notoriedade da marca;
  • Oferecer insights sobre o comportamento humano;
  • Encontrar mais um elemento do mix de pesquisas úteis a rentabilização dos investimentos;
  • Dar uma melhor rentabilidade ao mercado português.


Porém o neuromarketing apresenta dois entraves, um passa pela lacuna típica de entrevistas e focus groups pois porque normalmente o que as pessoas dizem directamente, ou revelam indirectamente, não correspondem muitas vezes ao seu comportamento real. De outra forma não se conseguiria compreender como é que, apesar de todo o dinheiro gasto em pesquisas, cerca de 80% dos novos produtos são falhanços comerciais no primeiro ano de existência no mercado. E outro dos entraves é a duvida que a ética coloca, porque muitos cientistas revelam que o conhecimento do cérebro humano é ainda muito limitado para suportar relações robustas entre neurociência e marketing.

Que tipos de queijo consomem os portugueses?

Que tipos de queijo consomem os portugueses?


Vamos ver que tipos de queijo consomem os portugueses e qual será o impacto do mercado do queijo na economia nacional. Análise do mercado do queijo em Portugal.

Em Portugal, são consumidas mais de 48 mil toneladas de queijo por ano, o que representa 381 milhões de euros (contra 304 milhões. Cada português, consome em média cerca de 10.2 kg de queijo por ano, valor este que se tem mantido pouco inalterado nos últimos anos.
Embora o mercado dos queijos seja um mercado tradicional, os vários players têm apostado na inovação e diferenciação, com vista a responder às necessidades específicas dos consumidores mais exigentes.

Quanto queijo consomem os portugueses anualmente?

Dentro do mercado dos queijos, a marca própria tem vindo a ganhar importância. Estas registaram crescimentos suportados pelo bom das marcas de distribuição fruto do lançamento de produtos com marcas das insígnias com um preço mais baixo comparativamente ao produto líder e segunda marca.
A actual situação económica trouxe consigo uma mudança no comportamento de compra dos consumidores e pôs à prova a sua lealdade para com as marcas no âmbito do mercado de queijos em Portugal.

O facto de o queijo ser um produto fortemente enraizado na cultura gastronómica portuguesa beneficiou, de alguma forma, este mercado. A actual crise teve dois efeitos contraditórios, ou seja, se, por um lado, se fez sentir da diminuição das vendas em minimercados, supermercados e restaurantes, por outro, também teve efeitos de aumento na procura, uma vez que estamos a falar de produtos de baixo custo, mas completos e ricos em termos de produto alimentar em si, tornando-se, assim, importante nas refeições ditas ligeiras. O facto de se ter passado a comer mais dentro de casa não foi por si um dos factores a contribuir para a evolução do mercado de queijos  (dados Nielsen).

Gráfico dos queijos
Gráfico dos queijos mais consumidos
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