Anatomia da Economia

Dissecamos a economia e mostramos a sua anatomia.

domingo, 30 de outubro de 2016

Guia do Mercado da China - Dados económicos

A China é um mercado brutalmente grande, gigante, gigantesco. Quando uma empresa portuguesa quer alcançar o mercado da China, deve de começar apenas por uma das regiões da China.
Vejamos...

Economia da China


Área da China: 9.6 milhões km2
População: 1.3 mil milhões em 2014, país mais populoso do mundo
PIB per capita: 9.800 € em 2013; comparado com 52.800 € nos EUA
Taxa de Crescimento do PIB: 7,6% em 2014

Encarnado PIB>10 000; Verde PIB>7000; Cinza PIB>40000

As Cidades de Segundo Nível da China


A China não é apenas um grande mercado, mas um conjunto de mercados em diferentes regiões. Cada um dos mercados regionais tem um potencial distinto e apresenta diferentes oportunidades e desafios.
O rápido crescimento económico e aumento de salários nas cidades de 2ª linha tem captado a atenção de investidores estrangeiros ao longo dos últimos anos.
Os mercados nas cidades de 2ª linha são menos competitivos e os custos de mão de obra substancialmente mais baratos quando comparados com os das cidades de 1ª linha.


As cidades de 2ª linha constituem excelentes oportunidades para o negócio local e internacional. Algumas metrópoles têm uma população que excede a de muitos países europeus.


Algumas pequenas grandes cidades na China

O Novo Plano de Desenvolvimento da China


A China passou de “fábrica do mundo” para “líder mundial em alta tecnologia”

Governo chinês atribui elevada prioridade ao desenvolvimento da Ciência e Tecnologia para o crescimento económico nacional.

Programa Nacional para o Desenvolvimento a médio e longo prazo da Ciência e Tecnologia (2006-2020):

  • Empresas orientadas pela inovação 
  • Fortalecimento da protecção da propriedade intelectual 
  • Atracção de talento Aumento de I&D em áreas como TIC, biotecnologia, nanociências e nanotecnologias, materiais, energia, entre outras

Estratégia "made in china" 2025



A estratégia "Made in China 2025", proposta recentemente pelo governo Chinês, visa capacitar o setor industrial Chinês e impulsionar a inovação na China.


A estratégia “Made in China 2025” oferece três fatores-chave:

  • centrar a investigação em tecnologias-chave e comuns em indústrias estratégicas emergentes. 
  • focar na produção de equipamento de alta gama, um setor que desempenha um papel fundamental no crescimento económico.  
  • normalizar a produção inteligente como uma prioridade

Os Setores de atividade super emergentes na China




  • Urbanização: Materiais de construção propícios à poupança de energia Sistemas de transportes públicos eficientes, de larga escala e com baixas emissões de carbono Infraestruturas para cidades inteligentes
  • Cuidados de Saúde: Investigação em Ciência, Medicina, e Biomedicina Aplicação das Tecnologias de Informação e Comunicação na gestão dos serviços de Saúde
  • Desenvolvimento Verde: Fontes de energia renováveis e económicas, novas tecnologias verdes Estruturas para incentivar a mudança de comportamentos e a adoção do consumo verde
emergentes economia chinesa
Outros setores emergentes na economia chinesa

Dificuldades e Barreiras à entrada no mercado da China



  • Língua e comunicação 
  • Acesso e transparência da informação  
  • Diferente cultura de negócio (importância do “guanxi”) 
  • Encontrar parceiros de negócio de confiança ou contratar pessoal com standards internacionais 
  • Viajar e reunir com parceiros sem qualquer apoio local 
  •  Tamanho e diversidade do país (problemas de distribuição e logística) 
  •  Legislação governamental e barreiras locais IPR (produtos falsos, violação de patentes)

Etiqueta empresarial na China



Compreender a etiqueta local constitui uma enorme vantagem. Ter a possibilidade de conhecer alguém pessoalmente era a única forma de descobrir, até recentemente, se as pessoas eram de confiança e qual o interesse em trabalhar com elas.


Conversar com chineses:

  • Abordar a maior parte das pessoas pelo seu título e último nome
  • Conversar sobre assuntos seguros como hobbies, cidade natal, paisagem e cultura Chinesa
  • Evitar falar de política (exceto nos casos em que se conhece muito bem a pessoa)
  • Os Chineses não gostam de dizer não. Fazê-lo causa embaraço e perda de dignidade
Reuniões com chineses:


  • Quando marcar uma reunião, é aconselhável comunicar antecipadamente à empresa Chinesa detalhes sobre os objetivos da mesma, nomes e posições dos participantes, assim como diferentes áreas de interesse
  • As reuniões começam à hora marcada e é boa prática chegar cedo ao local
  • Cartões de visita são essenciais
  • Perca alguns segundos a examinar os cartões que recebe

sábado, 29 de outubro de 2016

Qual a taxa de câmbio do BNA e do BFA

Quais as taxas de câmbio do BNA e do BFA?


Muitas pessoas questionam onde consultar as taxas de câmbio do BNA e do BFA, pois então aqui vai. Para consultar os câmbios do BNA ou do BFA consulta:

Taxa de câmbio do BNA: http://www.bna.ao/Servicos/pesquisa_cambios.aspx?idc=141&idsc=825 
Para consultar a taxa do BNA tem que colocar o dia, mês e ano assim como a moeda que pretende ver a taxa face à moeda nacional Kwanza.
Taxa de câmbio do BFA: http://www.bfa.ao/Servicos/PesquisaCambios.aspx?sidc=2649&idsc=3082&idl=1 

As taxas podem diferir entre instituições já que o BNA é o Banco Nacional de Angola (o banco central) e o BFA é um banco totalmente privado que faz o "preçário" que quiser.

Diferênças do "câmbio de rua" e do câmbio oficial 

Como se sabe, o câmbio oficial do Kwanza pode ser aquele que os bancos referem mas na verdade a banca angolana disponibiliza muito pouca divisa estrangeira. Desta forma a maioria das pessoas guia-se pelo câmbio praticado na rua pelas Kinguilas, na rua 13 ou no mercado dos Congolenses onde é mais fácil trocar Kwanzas por Dolares Americanos (USD).

Vê muita muita coisa sobre Angola aqui!
BNA

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Obrigações do Tesouro de 1905

Obrigações do Tesouro de 1905


Tenho esta obrigação do tesouro (penso que naquele tempo não teria o mesmo nome) do estado Português (ou Portuguez com “z” como se pode ler), de 1095.

Trata-se de dívida pública portuguesa de 1905, em que o estado Portugues procurava angariar dinheiro para as obras de melhoramento do Porto de Lourenço Marques e à construção do caminh de ferro da Swazilândia! Bem interessante!


Este título de dívida da Junta de Crédito Publico tinha o valor de 10 Reis (isso seria quanto agora?) e pagava juro “annual” de 3% a contar de 1 de Abril de 1905.


junta do credito publico

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

“O que é bom para os negócios, é bom para o Dubai”

“O que é bom para os negócios, é bom para o Dubai”


What is good for business is good for Dubai - “O que é bom para os negócios, é bom para o Dubai” dizia o Sheik Zaied, um dos grandes responsáveis pelo grande desenvolvimento do Dubai.

PIB do Dubai ascende atualmente a cerca de 50 biliões de USD. Embora o Dubai tenha contado bastante com os recursos naturais e com o petróleo, atuaalmente os recursos naturais representam menos de 6% da economia, sendo que a economia do Dubai está muto virada para o Turismo e Serviços. O principal setor da economia é ainda o imobiliário que representa cerca de 22% da economia, o comércio com 16% e os serviços financeiros.

O Dubai é considerada uma das melhores cidades do mundo para os negócios e uma das mais ricas e onde existe maior poder de compra. Se tiveres oportunidade de visitar o Dubai, é possível confirmar que a enconomia fervilha e que o comércio está super presente em todo o lado. Consumo e luxo são as palavras de ordem.

O Dubai e Deira são desde os anos 70 um dos mais importantes entrepostos a nível mundial. O Dubai fixou-se especialmente como entreposto para um pouco de tudo mas em maior escala para o ouro, diamantes e pérolas, fazendo a ponte entre o oriente e o ocidente.
O Porto de Jebel Ali é o maior porto artifical do mundo e o sétimo maior em termos de tráfego de contentores.

Inexistência de impostos no Dubai


Uma das grandes estratégias para atrair empresas para os Emirados e para o Dubai passou pela criação de zonas francas. A maioria das empresas não paga qualquer tipo de impostos, havendo apenas impostos para o alcool, tabaco, produtos petroliferos e serviços financeiros.
Qual a carga fiscal no Dubai? ZERO! Correto! Não existe nada parecido com IVA, nem IRC, nem IRS... e a maioria das empresas nem tem que ter contabilidade organizada.

Em 2008 com a crise do imobiliário houve algum abrandamento e depreciação do valor do imobiliário no Dubai. A dívida externa do emirado do Dubai era de cerca de 100 biliões em 2009. No entanto outros Emirados como Abu Dabhi têm financiado bastante o Dubai, sendo atualmente uma das cidades com maior estabilidade económica do munto.


Atualmente 70% das empresas da Fortune 500 tem sede também no Dubai, sendo esta cidade totalmente magnética para os negócios. 


Impostos no Dubai
Impostos no Dubai

O Facebook tem futuro?

Facebook tem 50% menos pesquisas no Google do que há 4 anos


As pesquisas web google com o termo de pesquisa "Facebook" têm vindo a decrescer de forma acentuada nos últimos anos. Segundo o Google trends (ver gráfico abaixo) a pesquisa por facebook é agora menos de metade do que há 4 anos atrás.
Poderá isto significar o início do declínio da principal rede social? O Facebook pode ter o mesmo destino de outras redes sociais que eram gigantes e depois desapareceram?

Pesquisas por Facebook
Pesquisas por Facebook - 5 anos

Redes sociais que (quase) desapareceram

Os gráficos de pesquisas dos exemplos que apresentamos em seguida têm algo em comum com o gráfico de pesquisas do Facebook.

O que é a Zona de Comércio Livre (Free trade)?

Zona de Comércio Livre (Free trade)



Zona de Comércio Livre (Free trade): existência de uma livre circulação de mercadorias entre países pertencentes a essa organização, mas com algumas características, livre circulação apenas dos produtos originários dos países pertencentes à zona de comércio livre pelo que era necessário apresentar o certificado de origem do produto e ainda uma livre circulação de apenas de um tipo de produto e não de todos os produtos. E ainda se caracteriza pela não existência de uma pauta aduaneira comum. 

Os produtos originários é que podem circular livremente e não os outros produtos de países terceiros, estes estão sujeitos a encargos aduaneiros, à livre vontade dos Estados, nas relações com os Estados. A EFTA (European Free Trade Association) e a Nafta (North Atlantic Free Trade Association) são exemplos de Zonas de Comercio Livre.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Títulos da Companhia de Moçambique

Títulos da Companhia de Moçambique

Mais um tesourinho bem antigo. Este título representa 25 ações da Companhia de Moçambique. Não conheço a data ao certo nmas deve ser do início do século XX.

Segundo o título, a Companhia de Moçambique tinha um capital de 37 500 000 Reis (estou enganado?) ou 1 500 000 francos, dívidido em 1 500 000 ações.

Este título era um título ao portador como se usava antigamente.


Companhia de Moçambique titulo
Companhia de Moçambique

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Depois disto ficas a saber tudo sobre o mercado queijo

Sobre o mercado queijo...


Embora o mercado dos queijos seja um mercado tradicional, os vários players têm apostado na inovação e diferenciação, com vista a responder às necessidades específicas dos consumidores mais exigentes.



Ideias (minhas ideias pessoais apenas):
- Venda de queijos que incorporem novos sabores, pois os consumidores cada vez mais querem experiências novas (ex: a saloio lançou requeijão para barrar com sabor a abóbora)

Quanto queijo é consumido em Portugal?

- Ainda neste capítulo podem aproveitar o facto de ainda ninguém ter aproveitado para criar queijo juntamente com banana. Não é novidade que um grande numero de mulheres gosta de desfrutar uma boa banana (NÃO TOU A GOZAR PARA NÃO PENSARES JÁ EM OUTRAS COISAS MAS PODES TIRAR A “BOA”) com uma fatia de queijo , então porque não criar um queijo seja ele em bola normal ou fatia grossa com sabor a banana. (ou ainda uma mistura embalada com pedaços de queijo e banana). Eu acho que é uma versão light da fatia de melão com presunto.

- Não sei/não vi isto à venda cá. Como o mercado está a apostar e queijos com diferentes formas, porque não vender embalagens com queijo de vaca e/ou cabra em cubos pronto a servir como aperitivo. Esta ideia pode e deve chegar aos restaurantes!! A vantagem aqui é obviamente poupar tempo aos consumidores. Aproveitar o queijo para concorrer no mercado de snacks.

-  Os consumidores portugueses consomem maioritariamente doces ao pequeno almoço e ao lanche o que se pode revelar uma vantagem para o mercado dos queijos, introduzindo uma nova gama de produtos e incorporem queijo e algo doce. (exemplo da banan com queijo fundido ainda que este é mais direccionado para o “light”.

-“ No queijo fundido, os produtos light chegam a representar 24%». É neste sector que «a oferta francesa responde com o aparecimento de referências light e enriquecidas”. Aproveitar este factor para através da diversificação de produtos light mantendo os níveis de qualidade ganhar quota de mercado. Neste segmento ter especial atenção ao crescente uso dos portugueses de queijo nas refeições quentes. Tanto queijo ralado como fundido. (especial atenção à introdução light pois como tu sabes são as senhoras da família que cozinham em casa e elas têm a paranóia do light).

- Não têm queijos frescos, isto é um “must have”  - “Em Portugal, são consumidas 42 mil toneladas de queijo por ano, o que representa 304 milhões de euros. Sendo que «o mercado apresentou um crescimento de 6% em volume e de 5% em valor no ultimo ano”. Também aqui podem aproveitar à semelhança do palhais introdução de queijos frescos com sabores diferenciados.
Embalagens

Como as embalagens dos queijos fatiados que estão em forte expansão são todas semelhantes e a dos queijos Garcia não fogem à regra. Isto pode não ser mau pela embalagem se aproximar à da marca líder do mercado, mas para o cliente não à vantagens para realizar a substituição. ( Não comparei preços apenas embalagem).


segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A evolução do mercado do queijo

A evolução do mercado do queijo 

Evolução dos últimos anos e tendências do mercado do queijo (artigo só para quem está realmente interessado em queijo!).


Tem havido uma transferência entre queijos no que respeita aos hábitos de consumo dos portugueses.
Actualmente, o queijo mais consumido pelos portugueses é o Flamengo com uma penetração no mercado de 45.5%, sendo que este está dividido em três formatos: bola (39%), barra (37%) e fatias (24%), sendo que as fatias têm ganho terreno face aos outros formatos. O queijo fresco representa 13% do mercado. 

Queijos portugueses


Neste mercado, os queijos fatiados, ralados e frescos têm ganho quota faces aos outros formatos, tratam-se de produtos de elevada rotação que têm vindo a ganhar uma crescente importância no mercado. Apesar de se ter verificado um crescimento na venda destes produtos tanto na Moderna Distribuição como no comércio tradicional, é no canal Horeca que se verifica maior potencial de crescimento.  (Moderna Distribuição – Continente, Modelo, Auchan, Jerónimo Martins, Lidl, Mosqueteiros e Leclerc; Horeca – Hotel, Restaurante e Catering).

Quanto queijo consomem os portugueses anualmente?

Os queijos importados têm revelado também uma evolução muito expressiva, sendo que os queijos franceses lideram esta evolução. Actualmente, França é o principal exportador de queijo para Portugal, sendo que o volume de importação ascende a mais de 7 200 toneladas.

Os queijos franceses são os mais importados por Portugal.

Relativamente aos queijos franceses, os que apresentam maiores tendências de crescimento são os queijos fundidos, Camambert, Emental e ralados.
Consumo de produtos de marca própria aumentou nos piores anos da crise e representa já 25% do mercado alimentar

Em Portugal, o consumo de marcas brancas tem aumentado de forma expressiva, uma vez que a conjuntura obriga os consumidores a tornarem-se mais racionais e a poupar. Não surpreende que o consumo de marcas próprias da grande distribuição tenha crescido nos piores anos da crise, em 2009 e 2010, e que já represente 25% do mercado alimentar, segundo a Associação das Empresas de Distribuição (APED). 

Especialmente em momentos de crise económica, o consumidor está mais disponível para optar por uma solução que oferece um relação de qualidade/preço mais interessante.
Mercado alvo: pretende-se alcançar todo o mercado com recurso aos canais de distribuição dos produtos, tendo como principal target a Moderna Distribuição, Cash-Carry, canal Horeca e comércio tradicional. O acesso a todo este mercado será feito através de acções promocionais e Gestores de Ponto de Venda/Promotores de Negócio. 

O mercado PALOP (em especial Angola, Moçambique e Cabo Verde), tem mostrado grande apetência para novos produtos gastronómicos, sendo que se tratam de países cujas economias crescem em contra-ciclo em relação a outros mercados e sendo por isso uma aposta das empresas exportadoras para colmatar quebras do Volume de Negócios no mercado português e europeu. É ainda expectável que o mercado exportador se revele uma excelente forma de escoar os produtos de primeira linha, optimizando a gama de produtos.
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