Teorias económicas: A Fronteira das Possibilidades de Produção
Já vimos que os bens satisfazem necessidades humanas, mas os bens não se encontram disponíveis, normalmente têm de ser produzidos, a produção faz-se a partir de recursos (Terra, Capital, Trabalho).
Apliquemos o conceito “ceteris paribus”, simplifiquemos dizendo que só existem dois bens na economia, canetas e livros, e um montante fixo de recursos. Aplicando os recursos disponíveis podemos obter várias combinações possíveis. Se aplicarmos todos os recursos na produção de livros teremos o montante máximo de produção de livros e nenhuma produção de canetas.
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| Gráfico da Fronteira das Possibilidades de Produção |
A fronteira de possibilidades de produção é o lugar geométrico dos pontos de produção máxima de dois bens, dado um certo montante de recursos disponíveis.
Para traçar esta curva precisámos de utilizar a racionalidade, dado que cada ponto da curva representa um ponto de produção de canetas e livros que exige que todos os recursos da sociedade sejam aplicados, todos eles são pontos de pleno emprego de recursos. Não seria racional desperdiçar recursos. Mas além de todos os recursos estarem a ser utilizados, estão a ser utilizados da melhor maneira.
Os 4 Fatos da Fronteira das Possibilidades de Produção
- A curva é negativamente inclinada – dado que como há pleno emprego e se optimizam os recursos, não é possível ter mais de um bem sem ter menos de outro.
- Não nos podemos situar acima da curva dado que não temos recursos para tal.
- É entre os pontos da fronteira das possibilidades de produção que se realiza a escolha económica. A eficiência produtiva é uma manifestação da racionalidade e leva à colocação sobre a fronteira de possibilidades de produção. Se esta eficiência não existir estamos no interior da fronteira.
- A curva além de decrescente é côncava, o que significa que à medida que vamos sacrificando canetas para obter livros, cada livro custa sucessivamente mais canetas. Chamamos a este facto a lei dos custos relativos crescentes.
A curva serve também para introduzir novos conceitos, como o de desenvolvimento económico, os bens disponíveis para a escolha dos agentes vão-se alargando ao longo do tempo. O que pode ser apresentado como o deslocamento para fora da fronteira de possibilidades de produção.












