Anatomia da Economia

Dissecamos a economia e mostramos a sua anatomia.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

A Curva de Oferta no Longo Prazo

A Curva de Oferta no Longo Prazo - Análise Económica

A Curva de Oferta no Longo Prazo

A curva de oferta de longo prazo é mais elástica do que a curva de oferta de curto prazo, dado que, como ambos os inputs são variáveis existe maior possibilidade da produção responder a alterações do preço do produto. As duas curvas coincidem num ponto (y*) em que o custo marginal de curto e longo prazo são iguais, nesse ponto, a escolha óptima de longo prazo (do factor que é fixo no curto prazo) coincide com o nível de utilização desse factor no curto prazo. 

Curva de oferta no longo prazo agregada

Na curva de oferta no longo prazo, o preço deverá ser superior ao custo médio, caso contrário a empresa deverá encerrar, a longo prazo não se admite prejuízo. A curva de oferta de longo prazo é a parte ascendente da curva de custo marginal de longo prazo acima da curva de custo médio de longo prazo.

A Economia Portuguesa e o Comércio Eletrónico em Portugal

A Economia Portuguesa


Segundo o Banco de Portugal na sua publicação “Projecções para a Economia Portuguesa: 2013-2015”, é espectável que a economia portuguesa registe uma recuperação moderada da actividade no período de 2014-2015, após uma contracção acumulada de 6% nos últimos dois anos. As causas que sustentarão esta retoma baseiam-se numa progressiva recuperação da confiança e na procura interna. As limitações provocadas pela consolidação orçamental, pela diminuição de financiamento registado no sector privado e, acima de tudo, pela manutenção de condições de trabalho desfavoráveis, irão desacelerar este processo que, apesar de tímido, se prevê positivo. É importante mencionar ainda o papel fulcral das exportações para a retoma económica.

O Comércio Eletrónico em Portugal - Volume de vendas


No que se relaciona com mercado de comércio electrónico em Portugal, segundo dados da Ekos Global, ascendeu 951.000.000 € em 2011 e embora a panorâmica económica em Portugal ainda demonstre claros sinais de fragilidade, o sector de comércio electrónico assistiu a um aumento das vendas em 64% durante o primeiro trimestre de 2013. É possível aferir que um em cada dez sites portugueses registe um crescimento de 100% no número de clientes, de acordo com dados do Barómetro Trimestral ACEPI / Netsonda para o 3º trimestre de 2014. É possível constatar que 85% dos sites portugueses aumentou o volume de vendas em comparação com o período homólogo de 2013. Metade desses sites cresceu acima de dois dígitos percentuais (10% ou mais).


A Concorrência imperfeita

O que é a Concorrência imperfeita?


Vamos então falar detalhadamente o que é a concorrência imperfeita. Se uma empresa consegue influenciar significativamente o preço de mercado dos bens que produz, então a empresa é um concorrente imperfeito. A concorrência imperfeita não implica que um concorrente tenha o controle total do preço, tem apenas de deter algum poder discricionário sobre os preços.

A concorrência imperfeita não elimina a concorrência do mercado, os concorrentes lutam pela conquista de uma cada vez maior quota de mercado.

Fontes de imperfeição do mercado (motivadores de concorrência imperfeita)

- Economias de escala


- Barreiras à entrada
a) restrições legais
b) custos de entrada elevados
c) publicidade e diferenciação do produto

Custos e imperfeições do mercado

A tecnologia e a estrutura de custos permite determinar quantas empresas o mercado suporta e a dimensão das mesmas, a questão central é saber se existem economias de escala.
A escala mínima eficiente (EME) é o nível de produção que minimiza o custo médio de produção, relativamente à procura de mercado.

Na figura, a procura total é muito superior à escala mínima eficiente para cada uma das empresas o que permite a existência de numerosos concorrentes perfeitos, neste caso temos concorrência perfeita. 


oligopolio economia
Na figura anterior, os custos aumentam a partir de certo ponto, mas com atraso relativamente à procura total do produto. Neste caso não é possível a existência de muitos concorrentes perfeitos, é pois provável que se estabeleça um oligopólio com um pequeno número de concorrentes.


No caso do monopólio natural os custos podem baixar continuamente, qualquer empresa pode vir a transformar-se num monopólio.

Algém pode dar um exemplo de um monopólio natural? E outro de concorrência imperfeita?

O Excedente do Consumidor

O Excedente do Consumidor


A Procura de um bem discreto

Suponhamos que o bem 1 é um bem discreto, e o bem 2 representa o consumo de todos os outros bens expresso em unidades monetárias, isto é, o resto do rendimento que não é gasto no bem 1 (excedente do consumidor).

Se o preço do bem 1 é bastante elevado o consumidor irá consumir 0 unidades do bem 1, mas se o preço é razoavelmente baixo, o indivíduo irá consumir uma unidade do bem 1
Então para certo preço r1, o consumidor mostrar-se-á indiferente entre consumir e não consumir o bem 1. No Excedente do Consumidor, chamamos a este preço – preço de reserva.

A curva de procura de um bem discreto

Da curva da procura de um bem discreto no excedente do consumidor, sabemos que o comportamento da procura pode ser descrito por uma sequência de preços de reserva em que o consumidor se dispõe a comprar outras unidades do bem 1.
Com o preço r1, o consumidor mostra-se disposto em comprar uma unidade do bem; se o preço baixa para r2, está na disposição de adquirir uma outra unidade, e assim por diante. 

Estes preços podem ser descritos em termos da sua função de utilidade original. Por exemplo, r1 é o preço em que o consumidor está indiferente entre consumir zero ou uma unidade do bem 1, o que significa que tal deve satisfazer a equação:
U(0, m)= U(1, m-r1)

Da mesma forma, r2 satisfaz a equação: 
U(1, m- r2)= U(2, m-2 r2)

O lado esquerdo da equação anterior designa a utilidade que resulta do consumo de uma unidade do bem 1 ao preço r2. O lado direito da equação é a utilidade do consumo de 2 unidades do bem, sendo o preço unitário r2.
Se a função de utilidade é quase-linear, as fórmulas que descrevem os preços de reserva tornam-se mais simples. Se U(x1,x2)=V(x1)+x2 e V(0)=0, então para o preço r1, tem-se :
V(0) + m = m = V(1)+m-r1 o que implica que, r1=V(1) 

Da mesma forma para o preço r2 , tem-se:
V(1) + m – r2  = V(2) + m-2r2
O  que implica que, r2 = V(2)- V(1).

Continuando com o processo, teríamos:
r3=V(3)-V(2)
rn+1= V(n+1)-V(n)

O Preço de Reserva - Excedente do Consumidor


Em cada caso, o preço de reserva, mede o incremento necessário na utilidade para induzir o consumidor a escolher uma unidade adicional do bem. Podemos também dizer que os preços de reserva medem as utilidades marginais associadas aos diferentes níveis de consumo do bem 1 no excedente do consumidor.

Dada a utilidade marginal decrescente a sequência de preços de reserva deverá ser decrescente (r1>r2>r3>...>rn).
A lista de preços de reserva contém toda a informação necessária para se descrever o comportamento da procura de um indivíduo. O grafo dos preços de reserva forma uma função escada, que exprime exactamente a curva de procura para o bem discreto.

A área a tracejado no gráfico apresentado representa o excedente bruto do consumidor

Excedente líquido do consumidor

a área a tracejado no gráfico corresponde ao excedente líquido do consumidor 

Variação no Excedente Líquido do Consumidor

Regra geral existe pouco interesse em conhecer apenas o valor absoluto do excedente do consumidor. Estamos mais interessados na variação do excedente líquido, que resulta por exemplo de uma politica governamental.

Suponha-se que o preço de um dado bem varia de p` para p``, de que maneira irá o excedente líquido do consumidor variar?

O rectângulo A mede a perda no excedente, que se deve ao facto, de que, o consumidor paga mais após a variação dos preços, pelas unidades que continua a consumir.
O rectângulo B mede o valor da perda de consumo, isto é, devido ao aumento do preço o consumidor decide consumir menos do que previamente.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

A Taxa marginal de Substituição - TMS

A Taxa marginal de Substituição - TMS 


A TMS mede a taxa à qual o consumidor está propenso a substituir um bem por outro.
Corresponde à inclinação de uma curva de indiferença.

Taxa marginal de Substituição é a taxa à qual o consumidor está disposto a substituir o bem 2 pelo bem 1.

Também se pode interpretar a TMS como a propensão marginal a pagar. Se o bem 2 representar as unidades monetárias que se podem gastar em todos os outros bens, então, a TMS do bem 2 pelo bem 1, corresponde às unidades monetárias que se estaria disposto a abdicar para consumir um pouco mais do bem 1.

A TMS Descrescente - Taxa Marginal de Substituíção decrescente


A taxa à qual o consumidor deseja trocar o bem 1 pelo bem 2 diminui à medida que aumentamos a quantidade do bem 1.
Ou seja, quanto mais temos de um bem, mais propensos estamos a abdicar de um pouco dele em troca de outro bem.
A inclinação das curvas de indiferença diminui em valor absoluto à medida que aumentamos o consumo do bem 1.

Exemplo da taxa marginal de substituição




O método científico em economia

O método científico em economia


Os cientistas de ciências sociais procuram compreender e prever o comportamento humano. 
A previsão científica consiste na descoberta de padrões regulares de resposta face a uma causa. Mas será possível essa regularidade de resposta em comportamentos humanos, em muitos casos, o comportamento de um grupo de pessoas pode ser antecipado corretamente sem que haja o conhecimento preciso da reação do comportamento de um indivíduo desse grupo. Ou seja, o comportamento de um grande grupo de pessoas é previsível. 

Para a ciência económica é apenas relevante reter o comportamento médio de um indivíduo que faz parte de um grupo. As irregularidades dos comportamentos individuais tendem a cancelar-se umas em relação a outras, e as regularidades tendem a emergir no conjunto dos indivíduos.

A importância e a estrutura do método científico em economia

Quando se observa a regularidade relacional entre dois ou mais fenómenos económicos, procura-se encontrar a razão para tal. A teoria oferece uma explicação sobre essa regularidade e permite também efetuar previsões sobre os factos ainda não observados. Qualquer explicação sobre as relações entre os factos constitui uma teoria no método científico.



Componente estruturais do método científico

É conveniente ter a noção da estrutura de uma teoria que é formulada através do método científico (mesmo em economia), as componentes estruturais da teoria são as seguintes:

(1) O conjunto de definições de variáveis a utilizar; Método científico em economia
Uma variável é uma grandeza quantitativa que pode assumir diversos valores. As variáveis constituem os elementos básicos das teorias. Para se compreender adequadamente uma teoria, é relevante conhecer a diferença entre variáveis endógenas e variáveis exógenas. Uma variável endógena é aquela que é explicada no quadro da teoria, uma variável exógena, embora influencie as variáveis endógenas é explicada por factores externos à teoria.

(2) O conjunto de hipóteses sobre o comportamento de variáveis; 
Um dos elementos chave é o conjunto de hipóteses quanto ao comportamento das variáveis sobre as quais existe interesse. Geralmente as hipóteses no método científico da economia explicitam de que modo os comportamentos de duas ou mais variáveis se relacionam. Muitas vezes os economistas são criticados por admitirem hipóteses simplistas, no entanto, este tipo de críticas não é correto, porque é necessário, uma teoria é uma abstração da realidade e é impossível abarcar a compreensão dos fenómenos económicos complexos na sua totalidade.

(3) As previsões que são deduzidas das hipóteses do método científico da teoria e que podem ser empiricamente testadas; As previsões de uma teoria são proposições que são deduzidas dessa teoria. Uma proposição científica é uma afirmação condicional que toma a seguinte forma: Se isto ocorre, então tal coisa ocorrerá. Um exemplo de uma previsão no método científico aplicado à economia é, se os salários sobem o consumo aumenta. No processo de teorização, os economistas trabalham com muitas relações entre as variáveis, tais relações são formalizadas por funções matemáticas. Por exemplo a proposição de que a quantidade consumida de um bem está negativamente correlacionada com o seu preço constitui uma relação funcional em economia.

Mais dúvidas sobre o método científico aplicado à economia?


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Origem da Ciência Económica

A Origem da Ciência Económica e das teorias económicas


A economia está ligada às decisões que as pessoas tomam todos os dias. Cada pessoa depende dos outros (do funcionamento da economia) para a alimentação, vestuário, etc. Foi a compreensão desta ideia que deu origem à teoria económica.

Adam Smith


Adam Smith(1723-1790), no seu livro Ensaio sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações. Na sua análise do que hoje consideramos o sistema económico fez com que se tenha iniciado uma investigação que o levou a ser considerado o pai da Economia. Foi a compreensão do facto de que esta realidade, tão complexa , funcionava de forma tão regular e coordenada, sem que ninguém cuidasse dela, que deu origem ao estudo da economia. 

A complexidade do sistema não impedia a sua eficiência. A descoberta desta harmonia que resultava de múltiplas ações voluntárias e independentes, por parte de seres racionais era ainda mais surpreendente do que as descobertas da Biologia e da Química. A harmonia conseguida pelo sistema económico baseia-se na troca.

A Ecnomomia é uma ciência


Os problemas da vida das pessoas podem ser tratados de diversas formas, vamos debruçar-nos apenas na abordagem científica. A ciência ou a Teoria económica exigem conhecimento rigoroso e sistemático.
A teoria baseia-se em poucos princípios, muito simples e de aplicação geral, e a aplicação destes princípios a cada caso exige um estudo detalhado da situação concreta.

O objeto da ciência económica é o próprio ser humano. Deve-se distinguir entre ciência e doutrina. A doutrina envolve ética e julgamentos particulares, que são diferentes de pessoa para pessoa. A ciência  descreve factos e estuda relações de forma rigorosa e sistemática. A aprendizagem da economia proporciona um modo de pensar mais do que o conhecimento de uma coleção de factos económicos e sociais. 

Um dos aspetos centrais no modo de pensar de um economista é a distinção entre afirmações positivas ( fundamentam-se em factos e podem ser testadas empiricamente) e afirmações normativas ( dizem respeito ao que as pessoas julgam que deve ser, sustentam-se em juízos de valor). Muitas das diferenças de opinião entre os economistas radica em juízos de valor diferenciados. Importante é também o papel da teoria e, em particular, o uso de modelos económicos que permitem apreender de forma simplificada fenómenos complexos. 

Definição de Economia


A economia é o estudo de como as sociedades usam recursos escassos para produzir bens valiosos e distribui-los entre diferentes grupos, é o estudo da forma como se usam recursos escassos para satisfazer necessidades humanas ilimitadas.

Conceitos na definição da Economia:
  • Estudo do comportamento dos agentes e da sociedade;
  • Bens e recursos;
  • Escolha e escassez;
  • Consumo

Recursos 

Recursos – são as dotações em Terra (recursos naturais: terra, florestas, minério, etc); o Trabalho (dotações humanas); Capital (os meios técnicos e físicos de produção, tais como as máquinas e instalações). A estes recursos é atribuído o nome de factores de produção, dado que são destinados à produção de bens e serviços.

Os indivíduos usam os bens e serviços tendo em vista a satisfação das suas necessidades, o ato de os fazer é a produção e o ato de os usar para satisfazer as necessidades é o consumo. O consumo e a produção serão analisados por nós em pormenor.

Escassez


Escassez – A escassez deverá estar sempre presente face à necessidade de satisfazer necessidades ilimitadas. Além do mais, no modo de vida atual a escassez dos recursos para o conjunto da população mundial é bem evidente, os recursos disponíveis são inadequados para satisfazer a totalidade das necessidades humanas.

Escolha


Escolha – Os recursos são escassos, logo as sociedades defrontam-se com o problema da decisão de produção e consumo a realizar. Quem faz a escolha e o modo como ela se faz permitem diferenciar as sociedades, no entanto, a necessidade de ter de fazer a escolha é comum a todas as sociedades. A escassez implica a necessidade de escolha, mas esta mesma escolha implica a necessidade de um custo. Isto é, a decisão de ter mais uma coisa obriga a ter menos de outra coisa qualquer. O menos dessa outra coisa pode ser visto como um custo para obter mais de outra. Concluindo, a escassez implica que escolhas devem ser feitas, e fazer escolhas implica a existência de custos.

Custo de Oportunidade


Custo de oportunidade – O custo de oportunidade da utilização de recursos para um determinado fim é o benefício sacrificado pela não utilização desses recursos da melhor forma alternativa. Quando se procede a uma escolha existe sempre um custo de oportunidade. Este conceito vai ser melhor compreendido quando na próxima aula falarmos na fronteira de possibilidades de produção.

Aproveita e lê mais artigos de economia:


O que é a elasticidade

O que é a elasticidade em economia?

A Elasticidade

Em Economia, a Elasticidade define-se como uma medida da sensibilidade da procura de um bem face a alterações nas variáveis que afetam essa procura.

De outra forma, podemos dizer a elasticidade que mede a variação percentual da quantidade procurada de um dado bem em relação à variação de 1% na variável independente.

A Elasticidade Procura-Preço

A primeira medida de sensibilidade da procura, é o declive da curva de procura, ou seja, a variação da quantidade procurada dividida pela variação do preço;

A elasticidade procura-preço é a variação percentual da quantidade dividida pela variação percentual do preço.

Geralmente a elasticidade procura-preço é negativa, já que as curvas da procura têm declive negativo. Convencionou-se que se indica a elasticidade em valor absoluto, quanto maior o valor absoluto maior a elasticidade.
Se o bem tem uma elasticidade da procura maior que 1, dizemos que tem uma procura elástica. Se for menor que 1, é inelástica. Se a elasticidade for igual a 1 dizemos que a elasticidade é unitária.

Categorias da Elasticidade Procura-Preço


A Elasticidade pode ser:
  • Elástica
  • Unitária 
  • Rígida
Uma curva da procura elástica é aquela em que a quantidade procurada é muito sensível ao preço; se o preço sobe 1%, a quantidade procurada diminui mais de 1%. Portanto se recordarmos que a elasticidade é a sensibilidade da quantidade procurada ao preço é mais fácil recordar o que significa uma curva elástica.


Determinantes da Elasticidade Procura-Preço



  • A possibilidade (facilidade) de substituição, quanto mais fácil mais elástica;
  • A proporção (peso) no orçamento, quanto maior o peso mais elástica;
  • O sentido do efeito rendimento, bens normais tendem a ser mais elásticos;
  • O tempo de adaptação, quanto mais tempo para reação mais elástica.

Elasticidade cruzada da procura

Variação percentual da quantidade procurada de um bem que resulta da variação de 1% do preço de outro bem.
Avalia a forma como a quantidade procurada do bem x1  reage a variações do preço do bem x2.

Elasticidade Procura-Rendimento

Descreve como reage a quantidade procurada de um bem face a uma variação do rendimento.
Trata-se da variação percentual da quantidade procurada sobre a variação percentual do rendimento.

A cruz Marshalliana

A Cruz Marshalliana trata-se de um gráfico que Alfred Marshall vulgarizou, onde se cruzam duas curvas: a curva da procura e a curva da oferta.

A Cruz Marshalliana serve para, de forma simples, estudar o mecanismo de mercado.
A ideia básica é a de que, qualquer mercado funciona pela interação de dois lados: os compradores ( consumidores) e os vendedores (produtores).

O que representa a Cruz Mashalliana?

A Cruz Marshalliana visa a representação dos compradores é feita por um elemento conhecido como a Curva da Procura. Trata-se do lugar geométrico dos pontos de consumo desejado do bem, para cada nível de preços.

O traçado da curva da procura faz-se do seguinte modo: em relação a certo bem, pergunta-se a um consumidor quanto está disposto a comprar desse bem a determinado preço. Depois vai-se variando o preço, e refaz-se a pergunta: quanto compraria o consumidor a cada novo preço. Marcando os vários pontos num gráfico obtemos a curva da procura.

A curva da procura


A curva da procura
Esta curva pretende captar a subjectividade da escolha dos compradores, as suas preferências ou, melhor, a utilidade retirada pelo consumidor do consumo do bem.
Quanto maior utilidade o consumidor retira de um bem, mais ele estará disposto a pagar por esse bem.

Na Cruz Marshalliana, a racionalidade está presente na curva da procura, a resposta do consumidor traduz a melhor quantidade para ele, a cada nível de preço; a quantidade que deseja consumir do bem, de forma a maximizar o seu bem estar.

Agregação das curvas individuais

Se se considerar as várias curvas de procura de um certo bem numa economia, uma para cada consumidor, é possível determinar para cada preço, qual a quantidade desejada desse bem por todos os consumidores. Então, passamos das curvas de procura individuais para a curva de procura do mercado.

Observando a curva que traçámos podemos verificar imediatamente uma característica óbvia: a curva tem inclinação negativa, é o que se designa em economia por lei da procura negativamente inclinada: se o preço de um bem sobe (ceteris paribus), a quantidade procurada desce, e vice versa.


O Efeito substituição e efeito rendimento da Marshalliana


Qual a razão para este comportamento?
Existem vários motivos. Em 1º lugar, porque, a preço mais alto, as pessoas tendem a comprar outras coisas. Trata-se de um resultado da racionalidade: se o preço do açúcar sobe, passo a comprar adoçante, ou compro menos açúcar. Logo a quantidade procurada do bem desce quando o preço sobe, porque o consumidor substitui esse bem por outros. A este resultado de uma variação de preços chamamos efeito substituição.

Mas quando um preço sobe, a um preço mais alto, o mesmo dinheiro agora compra menos. Isto quer dizer que, ao subirem os preços, o consumidor, mesmo continuando a ganhar o mesmo, fica mais pobre, porque pode comprar menos.
Assim ao subir o preço, a quantidade procurada de um bem desce, porque o consumidor tem menos possibilidades de comprar. Este é o Efeito Rendimento da Cruz Marshalliana.


A curva da oferta

Temos de representar agora o outro lado do mercado, a representação dos vendedores (produtores). Esta é feita pela curva da oferta. Trata-se do lugar geométrico dos pontos de produção e venda desejada do bem, para cada nível de preços. Pergunta-se a um vendedor quanto está disposto a vender do seu bem a cada nível de preços.

Curva da Oferta

Esta curva procura captar o custo de produção, relacionado com a tecnologia particular do bem. Aqui a Cruz Marshalliana funciona muito bem. Assim, quanto maior for o custo de produzir um bem, menos é oferecido desse bem a certo preço. A sua resposta representa a melhor quantidade a cada preço, a quantidade que ele deseja produzir de forma a maximizar o lucro. Também aqui se somarmos a quantidade oferecida por cada vendedor a certo preço, passamos da curva da oferta individual para a curva da oferta do mercado.

Lei da Oferta Positivamente Inclinada da Cruz Marshalliana


Se o preço de um bem sobe (ceteris paribus), a quantidade oferecida aumenta, e vice versa. A justificação para esta lei está na lei dos rendimentos decrescentes, para produzir mais de um bem temos de aumentar os factores produtivos, mas como há alguns que se mantêm, é normal que, à medida que se aumente a quantidade produzida, cada vez seja mais caro produzir uma unidade.


O Equilíbrio

Neste ponto devemos aplicar outro principio da economia, o do equilíbrio, tendo já aplicado o princípio da racionalidade na construção da curva da oferta e da curva da procura. A introdução do equilíbrio nos mercados faz-se, neste caso, através da adoção de um mecanismo de mercado, ou seja a interação das curvas da procura e oferta.

O mecanismo da Cruz Marshalliana centra-se à volta do ponto de interceção entre as curvas da procura e da oferta. Neste ponto encontramos um preço (Pe) que faz com que a quantidade procurada e oferecida sejam iguais (Qe).

O Equilíbrio da Cruz Marshalliana

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